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Correio Braziliense

CB.Poder:Major Olímpio diz que fala de Bolsonaro sobre OMS foi "equivocada"

A declaração do senador ocorreu em entrevista ao programa CB Poder, uma parceria do Correio com a TV Brasília: "Sou aliado, não alienado"


postado em 01/04/2020 16:43 / atualizado em 01/04/2020 16:47

(foto: Reprodução/TV Brasília)
(foto: Reprodução/TV Brasília)
O senador Major Olímpio (PSL-SP) afirmou que viu o discurso do presidente Jair Bolsonaro, transmitido em cadeia nacional na noite desta terça-feira (31/3) pelo fato de ter amenizado o posicionamento sobre as medidas de prevenção contra o coronavírus. O congressista, no entanto,  avalia que foi um erro ter usado falas do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, para justificar tese do salvamento de vidas e empregos, o que para ele, a interpretação do chefe do Executivo se mostrou "equivocada". Major Olímpio foi o entrevistado desta quarta-feira (1/4) do programa CB.Poder, uma parceria do Correio com a TV Brasília. 

"O mundo todo está batendo cabeça nesse momento. O presidente americano, há uma semana, batia no peito também chamando de gripezinha e que nos EUA não tinha essa (isolamento social). Agora, com um monte de caminhões com corpos em Nova York, ele pulou para trás e já pede pro povo ficar em casa. O prefeito de Milão também reconheceu o erro que fez. Então, dar esse passo pra atrás, como fez Bolsonaro, eu vejo como uma coisa positiva, onde voltou pro rumo", comentou o senador.

Sobre os panelaços, registrados em várias cidades enquanto o presidente discursava, para Olímpio,  é um fato comum em uma democracia. "Quem está na chuva é pra se molhar mesmo. Quem está na área política terá seus momentos de glória e vai ter seus dias que serão contestados. Há um segmento da sociedade questionando Bolsonaro, e isso é próprio da democracia. Tem que tocar bola em relação a isso", frisou.


A relação com o presidente, no momento segue abalada, como o próprio Olímpio definiu, após uma discussão com o senador Flávio Bolsonaro por conta da criação da CPI da Lava Toga. O militar disse que continua do lado do presidente, mas que está esperto com suas posturas. "Voto pela maioria dos projetos e, quando eu tenho que dizer que ele está errado, eu expresso. Eu digo que sou aliado e não alienado. Eu não concordo em algumas partes com a postura que ele vem tendo", ressaltou.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também foi alvo de críticas do Major Olímpio, principalmente sobre as ações de combate ao coronavírus no estado mais rico do país e as brigas com o presidente. Destacou que tudo que vier do governador paulista, as pessoas precisam desconfiar e, que nesse momento, cada governante precisa cuidar do seu pedaço. "O Doria foi um grande traidor. O presidente brigou comigo na época das eleições de 2018 quando o Doria veio com aquela farsa do 'BolsaDoria'. Cheguei a dizer  pra ele não entrar nessa e que esse cara é o maior farsante do mundo, 171 mesmo. O pau quebrou naquele tempo, mas agora ele reconheceu quem era o sujeito. Não é momento de discussão ideológica ou partidária por agora. Bolsonaro é o presidente e ele tem que exercer o papel que o povo lhe deu. Os governadores precisam cuidar do seu pedaço", criticou.

* Estagiário sob supervisão de Roberto Fonseca

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