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Rodrigo Maia chama reformas do governo de 'fantasmas'

O presidente da Câmara afirmou que o 'forte apoio' à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Orçamento de Guerra mostra que o Parlamento é 'reformista'

Agência Estado
postado em 02/04/2020 15:52
 (foto:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O presidente da Câmara afirmou que o 'forte apoio' à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Orçamento de Guerra mostra que o Parlamento é 'reformista'Um dia depois de ter dito que a relação do Congresso com o governo de Jair Bolsonaro só não caminhou para um afastamento definitivo por causa da crise do coronavírus, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), classificou as reformas propostas pelo governo como "fantasmas". Na videoconferência realizada nesta quinta-feira (2/4), com o Santander, Maia afirmou que é preciso aproveitar esse momento para reorganizar a relação do Congresso com o Palácio do Planalto.

"O governo fala de reformas, mas trabalhar com reforma (administrativa) fantasma é difícil", disse o presidente da Câmara na videoconferência. Maia afirmou que o "forte apoio" à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Orçamento de Guerra mostra que o Parlamento é "reformista".

Ao pregar uma discussão envolvendo os três Poderes para enfrentar o coronavírus, o deputado criticou a lentidão do presidente Jair Bolsonaro em adotar medidas emergenciais para enfrentar a pandemia. "O governo demorou e não fez de forma sistêmica um pacote organizado contra a crise", destacou ele.

[SAIBAMAIS]Na avaliação de Maia, Bolsonaro está um passo atrás na condução da crise. "Ficamos sempre a reboque de decisões de outros países ou a pressões da sociedade e do Parlamento", argumentou.

Questionado sobre a situação dos Estados e municípios, Maia disse que é preciso separar a parte política e focar nas soluções. "Seria bom que o governo encontrasse um caminho (para o socorro aos Estados)", afirmou o presidente da Câmara. "Com o Plano Mansueto e recursos à saúde, podemos dar tranquilidade a governadores e prefeitos", emendou ele, numa referência à proposta de equilíbrio fiscal preparada pelo secretário do Tesouro, Mansueto Almeida.

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