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Correio Braziliense

Coronavírus: Bolsonaro anuncia edição de quatro medidas provisórias

No último balanço do Ministério da Saúde, há 7.910 casos e 299 mortes


postado em 02/04/2020 20:03 / atualizado em 02/04/2020 20:07

(foto: SERGIO LIMA/AFP)
(foto: SERGIO LIMA/AFP)
O presidente Jair Bolonaro anunciou nesta noite desta quinta-feira (02/03), em entrevista ao programa Os pingos nos Is, da rádio JovemPan, que editou quatro medidas provisórias para o combate ao novo coronavírus. No último balanço do Ministério da Saúde, há atualmente 7.910 casos e 299 mortes. 

Entre as medidas provisórias que foram editadas, está uma ação que destina R$ 9 bilhões para compra de materiais de saúde; outra que direciona R$ 16 bilhões para o fundo de prestação dos estados e outra para os municípios; uma que destina R$ 51 bilhões aos micro e pequenos empresários para manter o negócio, e outra de $ 98 bilhões aos trabalhadores em especial os informais, em que cada um receberá R$ 600.

O presidente disse ainda que as medidas anunciadas vão gerar um gasto pro governo em torno de R$ 600 bilhões, o que segundo ele, era uma conta que os aliados não esperavam. "Mas bem demonstra a preocupação do governo federal em lutar pela vida e dar meios para a população enfrentar isso daí.  Agora, eu costumo dizer que minha preocupação são duas: vírus e o desemprego, que não pode ser tratado de uma forma desassociada", pontuou.

Bolsonaro logo em seguida relembrou a visita, no último domingo, a cidades do Distrito Federal e ainda criticou governadores que, segundo ele, vêm exagerando nas medidas de enfrentamento ao vírus, principalmente na questão do isolamento social e do fechamento dos comércios. "Eu como comandante e chefe de Estado, fui ver o povo em Ceilândia e Taguatinga. É triste é desesperador o que a gente vê, em especial junto aos informais, que são 38 milhões. Esses levaram  uma paulada no meio da testa logo no começo com as medidas tomadas por alguns governadores, o que no meu entender foi um remédio exagerado", comentou.

"Se pegar nossas estatísticas, você vê que de 0 a 30 anos é 0% de mortes no Brasil, e de 30 a 39, 3%  de mortes. Mesmo assim, esse número de pessoas é de gente que tem algum problema de saúde, como doenças pré-existentes. Eu sempre defendi, desde o começo, uma forma diferente do isolamento. Agora, quando você isola você leva ao desemprego e junto com ele vem a subnutrição, o organismo fica mais desabilitado e ela fica mais propenso em pegar o vírus", continuou.

* Estagiário sob supervisão de Roberto Fonseca

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