Politica

Em novo ataque, Bolsonaro chama jornalistas de "urubus"

Presidente falou na saída do Palácio da Alvorada

Ingrid Soares
postado em 03/04/2020 12:06
 (foto: Carolina Antunes/PR)
(foto: Carolina Antunes/PR)
Presidente falou na saída do Palácio da AlvoradaO presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar a imprensa na manhã desta sexta-feira. Na saída do Palácio da Alvorada, o chefe do Executivo parou para falar com apoiadores que se aglomeraram para vê-lo de perto e chamou os jornalistas que trabalham cobrindo o local de ;urubus;.

Em um momento de oração, uma das simpatizantes afirmou que a ;história dele não acabou; e que o ;melhor da sua vida estava por vir;. Bolsonaro respondeu com um ataque à imprensa: ;Eu não cheguei aqui pelo milagre da facada e a eleição também para perder para esses urubus aí;, declarou. ;Eles estão amontoados lá e vão falar de amontoação aqui;, disse.

Hoje, uma claque de cerca de 40 pessoas se apertava nas grades da residência oficial para ter a chance de ver o chefe do Executivo. A orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde é de evitar aglomerações.

Bolsonaro ainda voltou a dizer que, caso o país continue seguindo restrição de governadores, com comércios fechados, ;vai quebrar tudo;.

;É uma decisão do governador [Ibaneis]. Acabei de ver um vídeo dele fazendo um churrasquinho em casa;, afirmou Bolsonaro sobre um vídeo do dia 21 de março, em que o governador de Brasília faz um almoço para família após ter dispensado empregados na residência.

[SAIBAMAIS];Vocês sabem meu posicionamento. Não pode fechar dessa maneira que atrás disso vem desemprego em massa, vem miséria, vem violência;, apontou.

O presidente ainda emendou; ;Olha só, deixa eu falar para vocês aqui o que eu vejo que está acontecendo com as informações que eu tenho. Esse vírus é igual uma chuva, vai molhar 70% de vocês, tá certo? Isso ninguém contesta, que toda nação vai ficar livre de pandemia depois que 70% [da população] for infectada e conseguir os anticorpos. Ponto final. Agora desses 70%, uma pequena parte, que são os idosos e quem têm problema de saúde, vai ter problema sério, vai passar por isso também. O que estão fazendo é adiar para ter espaço nos hospitais. Mas tem um detalhe: a sociedade não aguenta ficar dois, três meses parada, vai quebrar tudo;, concluiu.

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