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Correio Braziliense

Mandetta pede que população siga orientações dos governadores

Ministro da Saúde defendeu isolamento contra o coronavírus e diz que autoridades estaduais tem informações detalhadas sobre a disseminação do vírus em cada região


postado em 03/04/2020 19:09

Luiz Henrique Mandetta(foto: EVARISTO SA/AFP)
Luiz Henrique Mandetta (foto: EVARISTO SA/AFP)
No mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a postura dos estados em relação a pandemia de coronavírus, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que a população deve seguir a orientação dos governadores para combater a disseminação da covid-19 pelo país. De acordo com o ministro, os líderes dos executivos estaduais tem acesso aos dados detalhados sobre a situação em cada região e vão saber o que fazer.

Em uma série de indiretas ao presidente da República, Mandetta reforçou a importância do isolamento para evitar o agravamento do caso, lembrou que o sistema de saúde pode não suportar a demanda e lembrou que sociedades que se isolaram tiveram menor impacto econômico com a pandemia. 

O ministro afirmou que a ele cabe o papel de informar sobre o cenário real do problema, enquanto as restrições e outras medidas ficam a cargo dos estados. “Nós recomendados que as pessoas, todas elas, atendam às recomendações dos governadores dos seus estados, que tem os melhores números, os melhores indicadores para propor as medidas. Que cada um faça aquilo que a sua consciência sobre a situação que está aí. O que é da minha responsabilidade é dizer temos uma doença infecciosa respiratória viral. Que o vírus é competente e que se juntarmos vamos fazer contaminação um dos outros”, disse Mandetta.

Perguntado sobre o comportamento de Jair Bolsonaro, o ministro lembrou que todo o primeiro escalão do governo tem acesso aos dados que revelam o panorama da doença no país, e que cada um decide como usá-los. “É muito temerário perguntar para alguém que tem todos os números que nós temos, todas as informações que nós temos, que são compartilhadas com todos os ministros, com o presidente, os números estão lá, ai é uma questão de saber como interpretar esses números”, completou.

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