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Mandetta assina primeiro contrato para produção nacional de respiradores

De acordo com o Ministério da Saúde, está prevista a produção e entrega de 14 mil respiradores, sendo metade deles respiradores de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e a outra metade respiradores de transporte

Maria Eduarda Cardim
postado em 08/04/2020 19:05
 (foto:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
De acordo com o Ministério da Saúde, está prevista a produção e entrega de 14 mil respiradores, sendo metade deles respiradores de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e a outra metade respiradores de transporteO ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou nesta quarta-feira (8/4) a compra de respiradores por meio de empresas brasileiras. De acordo com o Ministério da Saúde, está prevista a produção e entrega de 14 mil respiradores, sendo metade deles respiradores de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e a outra metade respiradores de transporte.

O contrato é fruto de uma parceria entre Ministério da Economia e Ministério da Saúde. "Fechamos hoje o primeiro contrato com empresa brasileira para aquisição e entrega de respiradores. Não queremos que as pessoas necessitem, mas caso necessitem precisamos ter pelo menos uma perspectiva de entrega desses equipamentos", celebrou Mandetta.

Segundo o ministro, praticamente todas as compras de respiradores feitas na China não se confirmaram. Desde o início do surto da doença, uma das preocupações do Ministério da Saúde era a compra desses equipamentos, já que a China é o principal produtor de insumos de saúde.

[SAIBAMAIS]Mandetta relatou que o Brasil tem quatro empresas que produziam respiradores com uma capacidade de produção limitada. "Uma delas, que é a Magnamed, tinha capacidade de produzir cerca de 400, 500 respiradores até o fim do ano. Só a Magnamed fechou 6500 respiradores em 90 dias", afirmou o ministro.

Para o diretor de Logística em Saúde do Ministério da Saúde, Roberto Dias Lopes, o grande desafio do projeto é a cadeia de suprimento. "Por mais que essas grandes empresas nacionais estejam nos auxiliando, ainda dependemos de peças internacionais. Por isso, o Ministério de Relações Internacionais tem nos ajudado muito", explicou.

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