Politica

Toffoli condena ataques "nefastos"

postado em 21/04/2020 04:03
De acordo com Aras, houve participação de deputados federais nos atos
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, repudiou ataques contra as instituições democráticas. Em uma teleconferência com seis entidades, ele destacou que não há solução para o país que não seja ;dentro da institucionalidade e do Estado democrático de direito;. O magistrado falou publicamente pela primeira vez desde os protestos em várias cidades, no domingo, pedindo o fechamento do Supremo e do Congresso. O presidente Jair Bolsonaro esteve presente em uma das manifestações, em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília.

A presença do chefe do Executivo no local gerou forte reação do parlamento e no Poder Judiciário, pois era nítido que os organizadores, assim como os participantes, pediram por intervenção militar e defenderam o fechamento do Legislativo e do Judiciário. No mesmo dia, o ministro Luís Roberto Barroso afirmou que pedir a volta da ditadura militar ;é sonhar com um passado que nunca existiu;. A mensagem, que pede respeito aos ideais democráticos, foi publicada no Twitter pelo magistrado e compartilhada pelo ministro Gilmar Mendes. Nos bastidores, outros integrantes da Corte avaliaram a situação como grave, mas preferem aguardar os desenrolar dos fatos e acompanhar ações sobre o tema que já começam a chegar ao Supremo.

O presidente do STF participou do debate virtual organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Estiveram presentes representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Comissão Arns, da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), da Agência Brasileira de Cooperação e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). ;As seis entidades têm no DNA o conhecimento do quão nefasto é o autoritarismo, do quão nefastos são os fundamentalismos, do quão nefasto é o ataque às instituições e à democracia;, enfatizou Toffoli. Ele destacou o papel das entidades que integraram o evento na restauração da democracia, após os 21 anos do regime militar. (RS)


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