Politica

Bolsonaro republica exoneração de diretor da PF sem assinatura de Moro

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública disse mais cedo que não havia assinado exoneração do ex-diretor da PF, apesar de sua assinatura digital constar no documento

Correio Braziliense
postado em 24/04/2020 20:03
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública disse mais cedo que não havia assinado exoneração do ex-diretor da PF, apesar de sua assinatura digital constar no documentoO presidente Jair Bolsonaro republicou a exoneração do ex-diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), na noite desta sexta-feira (24/4), agora sem a assinatura do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro. Mais cedo, ao dizer que saía do cargo após reiteradas tentativas do presidente de interferir politicamente na PF, Moro negou que tivesse assinado a exoneração de Valeixo. 

No decreto, constava a assinatura digital de Bolsonaro e Moro, que negou ter assinado o documento. "Eu fiquei sabendo (da exoneração) pelo Diário Oficial pela madrugada, eu não assinei esse decreto. Em nenhum momento isso foi trazido", disse. Junto com o documento, também foi publicada a exoneração de Moro. 

Agora, além da assinatura de Bolsonaro no decreto que retira Valeixo do cargo, constam também os nomes do ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, e do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira.

Saiba Mais

O termo "a pedido" continua no novo decreto de exoneração de Valeixo. Mais cedo, Moro havia questionado, dizendo que o ex-diretor da PF queria ficar no cargo. "Em nenhum momento o diretor-geral apresentou um pedido formal de exoneração", disse. O ex-ministro diz ter achado "ofensivo" incluir a pedido no decreto.

"Vi que depois a Secom (Secretaria de Comunicação) afirmou que houve essa exoneração a pedido, mas isso não é verdadeiro. Para mim esse último ato é também uma sinalização de que o presidente não me quer no cargo. Essa precipitação na realização da exoneração, não vejo aí muita justificativa", disse. 
 


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