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Correio Braziliense

Maestro que associou rock ao aborto volta à presidência da Funarte

Dante Mantovani havia sido demitido pela secretária Especial da Cultura, Regina Duarte, em 4 de março, mesma data em que ela foi nomeada


postado em 05/05/2020 09:26 / atualizado em 05/05/2020 10:05

(foto: Canal Dante Mantovani/YouTube/Reprodução)
(foto: Canal Dante Mantovani/YouTube/Reprodução)
O maestro Dante Mantovani voltou a ser nomeado para a presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte), conforme publicação no Diário Oficial da União desta terça-feira (5/5).

Mantovani foi demitido pela secretária Especial da Cultura, Regina Duarte, em 4 de março, mesma data em que ela foi nomeada.

Na época da primeira nomeação, em dezembro do ano passado, Mantovani ficou conhecido após ter dito que “o rock ativa as drogas, que ativam o sexo livre, que ativa a indústria do aborto, que ativa o satanismo".

"O próprio John Lennon disse que fez um pacto com o diabo”, afirmou. A declaração foi encontrada em um vídeo em canal no YouTube. Na época, o secretário da Cultura era Roberto Alvim, antecessor de Regina Duarte que foi demitido após discurso no qual fez apologia ao nazimo.

A nova nomeação é mais um sinal claro de desgaste entre Regina Duarte e o presidente Jair Bolsonaro. Os dois tiveram uma longa negociação, definida por ambos como "noivado", antes da nomeação. No último dia 28, o presidente lamentou o fato de a secretária estar em São Paulo, e não em Brasília, e disse que "ela tem dificuldade". 

"(A pasta da Cultura) É também uma Secretaria que era Ministério, (tem) muita gente de esquerda pregando ideologia de gênero, essas coisas todas que a sociedade, a massa da população não admite. E ela tem dificuldade nesse sentido", afirmou.

"Casamento começou em crise"

O "casamento" da secretária com o presidente já começou em crise. No evento de posse, no Palácio do Planalto, Regina fez questão de lembrar o presidente sobre a promessa de "carta branca" - ou seja, que teria autonomia na pasta, inclusive quanto às nomeações. “O convite que me trouxe até aqui falava de porteira fechada, carta branca. Não vou esquecer não, hein, presidente?", disse na ocasião. 

Bolsonaro, por sua vez, disse: “Regina, todos os meus ministros também receberam seus ministérios sob porteira fechada. Obviamente, em alguns momentos, eu exerço poder de veto em alguns nomes." 

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