Politica

Justiça dá 72 horas para que Bolsonaro explique troca de chefia da PF no RJ

Na última segunda-feira, o presidente trocou o diretor-geral da corporação. Em primeiro ato, o novo titular mexeu na estrutura da superintendência fluminense. Chefe do Executivo é suspeito de interferência política

Luiz Calcagno, Philipe Santos
postado em 06/05/2020 13:46
Jair BolsonaroO juiz federal Francisco Alexandre Ribeiro da 8; Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal deu, nessa terça-feira (5/5), 72 horas para que o presidente da República, Jair Bolsonaro, explique a mudança na chefia da superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Na segunda-feira (4/5), logo após tomar posse no cargo, o novo diretor-geral da PF, Rolando Alexandre de Souza, decidiu trocar o comando da superintendência da corporação no Rio. O então diretor Carlos Henrique Oliveira foi convidado para a direção-executiva da corporação.

Nesta quarta-feira, o delegado Tacio Muzzi foi anunciado para comandar em seu lugar. A interferência do presidente da República na Polícia Federal é uma das acusações q

Acusação é alvo de inquérito

A acusação de Moro levou o procurador-geral da República, Augusto Aras, a pedir uma investigação, que foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No âmbito desta investigação, Moro passou mais de 8 horas prestando depoimento à PF no último sábado.

As declarações do ex-juiz vazou nessa terça-feira. Segundo consta no depoimento, o ex-juiz reafirmou as acusações que fez ao anunciar a saída do governo e deu detalhes da pressão que teria sofrido para promover alterações na estrutura da corporação, principalmente no Rio de Janeiro.

A decisão de Francisco Alexandre Ribeiro tem Jair Bolsonaro como réu. Por duas vezes, nessa terça-feira, o presidente foi questionado sobre a troca da chefia. Pela manhã, ele chegou a mandar jornalistas calarem a boca ao ser perguntado, mas negou que houvesse interferência. Mais tarde, o chefe do Executivo Federal chegou a afirmar que o Rio é o estado dele.

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