Politica

Bolsonaro retoma intenção de dividir Ministério da Justiça e Segurança

Ideia ganha força após a saída de Sergio Moro do governo. O ex-ministro era categoricamente contra a criação de uma nova pasta

Simone Kafruni, Renato Souza
postado em 06/05/2020 16:01
Ideia ganha força após a saída de Sergio Moro do governo. O ex-ministro era categoricamente contra a criação de uma nova pastaO presidente Jair Bolsonaro (sem partido) avalia separar o Ministério da Justiça e Segurança Pública, que era ocupado por Sergio Moro, em duas pastas. A ideia, que chegou a ser ventilada em janeiro deste ano, perdeu força com a possibilidade de resultar na saída de Moro do governo. No entanto, agora que o ex-juiz da Lava-Jato deixou o cargo, não existem grandes impedimentos.

De acordo com interlocutores do governo, a intenção é deixar o atual ministro, André Mendonça, na pasta da Justiça, área em que ele tem maior experiência por ter ocupado cargo na Advocacia Geral da União (AGU) durante 20 anos, e indicar outra pessoa para cuidar da Segurança Pública, onde Mendonça tem pouca familiaridade.

Nos bastidores, integrantes do Executivo já sondam aliados do governo para eventualmente ocupar o novo ministério. O Distrito Federal está na frente no quesito de cotados. O ex-deputado Alberto Fraga e o atual Secretário de Segurança de Brasília, Anderson Torres, encabeçam a lista.

[SAIBAMAIS]Fraga é próximo do presidente, tem a confiança dele e propostas que agradam o Planalto. O empecilho era uma condenação contra o ex-parlamentar na Justiça do Distrito Federal. Mas ele foi absolvido em fevereiro. Já o secretário Anderson Torres tem larga experiência na segurança pública e é bem visto entre as polícias nos estados.

Outra possibilidade é colocar um dos dois no comando do ministério e outro na secretaria-executiva do órgão. Com a divisão, o ponto mais polêmico é sobre qual seria o destino da Polícia Federal. De acordo com fontes no governo, a corporação seria alocada na Segurança Pública, saindo da hierarquia de Mendonça. Mas esta decisão, em específico, ainda não está tomada, pois o presidente teme reações internas dentro da instituição.

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