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"Brasil não pode virar uma Venezuela", dizem Bolsonaro e Guedes a Toffoli

Em reunião surpresa no STF, presidente da República e ministro da Economia alertam para os efeitos da covid-19 na economia nacional e temem que o Brasil tenha o mesmo destino de países vizinhos, como Venezuela e Argentina

Augusto Fernandes
postado em 07/05/2020 14:12
Em reunião surpresa no STF, presidente da República e ministro da Economia alertam para os efeitos da covid-19 na economia nacional e temem que o Brasil tenha o mesmo destino de países vizinhos, como Venezuela e ArgentinaO presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, surpreenderam o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, com uma reunião na manhã desta quinta-feira (7/5) junto a uma comitiva de empresários e alertaram ao magistrado sobre os efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia nacional. Ao admitirem que o país pode entrar em colapso, Bolsonaro e Guedes fizeram um apelo para que o Brasil ;volte à normalidade; e evite ter o mesmo destino de outros países da América do Sul.

Segundo o ministro da Economia, os ;sinais vitais; da economia brasileira ainda estão preservados. Contudo, isso deve durar por pouco tempo. Para ele, é preciso que ;roda (da economia) volte a rodar;. ;A economia está começando a colapsar e não queremos o risco de virar uma Venezuela. De virar, sequer, a Argentina, que entrou em desorganização, com inflação subindo, todo aquele pesadelo de volta;, reconheceu Guedes.

Ele comentou que a economia do país está pulsando devido a medidas de proteção adotadas pelo governo federal, como o auxílio emergencial de R$ 600. No entanto, Guedes frisou que as estratégias terão efeito por, no máximo, três meses. ;Embora tenhamos lançado dois, três meses de camada de proteção, talvez os sinais vitais não consigam ser preservados tanto tempo. Talvez a indústria entre em colapso antes;, analisou Guedes.

Bolsonaro acrescentou que é necessário evitar que o país mergulhe em uma crise econômica. Se não, ;dificilmente poderá sair dela;. ;Quando o ministro Paulo Guedes fala em Venezuela, não é o regime venezuelano, mas a economia venezuelana. Apesar de ser um país rico, com petróleo e ouro, o povo vive na miséria, porque chegou a um ponto, a economia lá, que fica muito difícil recuperar;, sustentou o presidente.

O mandatário ainda disse que alguns estados e municípios ;foram longe nas medidas restritivas e as consequências estão batendo à porta de todos;. ;38 milhões de informais e autônomos ou perderam a renda ou tiveram a renda substancialmente reduzida. Por parte da formalidade, quem tem carteira assinada, está batendo na casa de 10 milhões de desempregos. Esse número tende a crescer;, analisou Bolsonaro.

[SAIBAMAIS]O presidente destacou que ;nós sabemos do problema do vírus, que devemos ter todo o cuidado possível para preservar vidas, mas temos problemas que têm cada vez mais nos preocupado;. ;As consequências, o efeito colateral do vírus não pode ser mais danoso do que a própria doença. Todos estamos embarcados buscando o objetivo de resolver esse problema, porque economia também é vida. Não adianta ficarmos em casa e, quando sairmos, não ter o que comprar. Todos nós seremos esmagados por isso aí;, pontuou.

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