Politica

Ato esvaziado volta a defender o golpe

postado em 10/05/2020 04:13




Brasília voltou a assistir à nova carreta de bolsonaristas, ontem, na Esplanada dos Ministérios. Esvaziada e sem a presença do presidente ;; que, à tarde, andou de jet ski pelo Lago Paranoá ;;, o ato mais uma vez atacou Supremo Tribunal Federal (STF), Congresso, imprensa e governadores. Os organizadores, porém, insistiam que o protesto era democrático, mesmo pedindo um golpe de estado com o fechamento do Parlamento e da Corte.

Uma faixa ameaçadora mostrava foto de um tanque de guerra com a frase: ;Um presente do povo para o Congresso e o STF. Aguardem;. Um caminhão enfeitado como um carro de campanha puxou a carreata. Apoiadores diziam-se ;soldados de Bolsonaro;.

Não faltaram ataques à imprensa e até acusações de que ;a mídia é comunista!”, como berrou uma manifestante. Os ambulantes ajudavam a disseminar o ódio vendendo camisetas com dizeres contra uma emissora de televisão. Jornalistas foram ofendidos, mas a organização amenizou dizendo que os repórteres não tinham culpa pela linha editorial dos veículos.

Governadores não foram poupados e mesmo o hino antifascista Bella Ciao serviu de paródia contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia ;; com o grito ;Maia, tchau;. Também de manhã, Bolsonaro tuitou chamando os jornalistas de ;idiotas; ao dizer que o churrasco, que cancelou devido à má repercussão no momento em que as mortes pela covid-19 chegam a 10 mil, era ;fake;.




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