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Correio Braziliense

Nove militares são nomeados para o primeiro escalão do Ministério da Saúde

As alterações foram confirmadas no Diário Oficial desta terça-feira (19) e assinadas pelo ministro interino, general Eduardo Pazuello


postado em 19/05/2020 14:06

(foto: Divulgação/Ministério da Saúde)
(foto: Divulgação/Ministério da Saúde)
Após a saída do oncologista Nelson Teich da liderança do Ministério da Saúde, o número de militares na linha de frente da pasta mais que duplicou. Somente nesta terça-feira (19/05), mais nove nomeações foram publicadas no Diário Oficial da União, todos colegas de farda do general Eduardo Pazuello, que comanda os trabalhos como ministro interino. 

Todos os novos nomes são de militares de carreira ou lotados para cargos no Comando do Exército. Para os cargo de assessoria, estão Alexandre Magno Asteggiano e Luiz Otávio Franco Duarte. Na Diretoria-executiva do Fundo Nacional da Saúde, terão função de coordenação André Cabral Botelho, Giovani Cruz Camarão e Vagner Luiz da Silva Rangel. 

Ramon da Silva Oliveira também ocupará um cargo de coordenação, mas como coordenador geral de Inovação de Processos e de Estruturas Organizacionais. Marcelo Sampaio Pereira será diretor de programa da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. Angelo martins Denicoli ficará como diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS e Mario Luiz Ricette Costa será assessor técnico da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento. 

A formação de um verdadeiro exército dentro da principal pasta ministerial da atualidade tem dividido opiniões entre a equipe. Enquanto alguns avaliam como um ponto positivo, devido a características típicas da carreira militar como disciplina e capacidade de ação frente a uma batalha, outros encaram a movimentação como uma forma de controle da pasta por parte do presidente Jair Bolsonaro, fazendo valer as interpretações políticas sobre as técnicas. 

Desde a saída do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, a inserção de militares na Saúde foi priorizada por Bolsonaro. Para auxiliar na transição, Bolsonaro escalou o almirante Flávio Rocha, chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Logo depois, o presidente indicou Pazuello para ser o número dois da pasta, função normalmente definida pelo próprio ministro, por ser um dos principais cargos de confiança. 

Nos bastidores, o isolamento de Teich se acentuou com a nomeação de mais uma leva de militares, indicados por Pazuello. Na primeira semana de maio, quatro militares de carreira foram nomeados para cargos de liderança da pasta. Na direção e Gestão Interfederativa e Participativa foi direcionado o tenente-coronel Reginaldo Machado Ramos. Marcelo Blanco Duarte é o novo assessor no Departamento de Logística. Jorge Luiz Kormann é diretor de Programa e Paulo Guilherme Ribeiro Fernandes, coodenador-geral de Planejamento. Todos tem como patente a de tenente-coronel.

O adjunto de Pazuello também pertence a ala militar. Se trata do coronel do Exército Antônio Élcio Franco Filho. Agora, o coronel está na secretaria-executiva da pasta até que um novo ministro seja escolhido pelo presidente da República. 



Antes mesmo de qualquer indício de que o chefe da pasta pediria demissão, o Pazuello já era considerado como “o verdadeiro condutor da pasta” por autoridades e gestores da saúde a partir das conduções feitas pelo general durante as reuniões por vídeoconferência para alinhamento e definições diárias quanto às medidas de combate ao novo coronavírus. Nos bastidores, a previsão é que o ministro interino fique na chefia da pasta durante a semana, momento em que assinará o protocolo que instrui o uso da cloroquina nos casos leves de coronavírus. 

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