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Correio Braziliense

Ministro diz que país pode viver caos social se economia não for reativada

''Se a economia não voltar, vamos ter gente morrendo de fome e vamos ter caos social. Desabastecimento e tudo mais'', afirmou Walter Braga Netto, da Casa Civil


postado em 22/05/2020 13:07

(foto: Isac Nóbrega/PR)
(foto: Isac Nóbrega/PR)
Walter Braga Netto, ministro-chefe da Casa Civil, afirmou que a crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus pode provocar desabastecimento e caos social no Brasil. No momento, a população “está tranquila” devido ao auxílio do governo federal, ponderou o ministro. Ele participou da reunião da comissão mista que acompanha as ações de enfrentamento à covid-19 na manhã desta sexta-feira (22/5).

Braga Netto enfatizou que o país precisa se preparar para a retomada econômica, pois os recursos públicos “são finitos”. “Se a economia não voltar, vamos ter gente morrendo de fome e vamos ter caos social. Desabastecimento e tudo mais”, informou. De acordo com ele, o governo está se desdobrando para manter o nível de emprego e abastecimento. 
 
A meta para 2020 de déficit fiscal na União era de R$124 bilhões. Com as medidas de crédito extraordinário no combate à pandemia, a nova previsão é de R$525 bilhões de déficit. “Isso vai requerer esforço e responsabilidade de todos os Poderes para retomarmos o caminho do crescimento e voltarmos à normalidade”, afirmou Braga Netto. 

A covid-19 já matou mais de 20 mil pessoas no Brasil e outros 310 mil casos de infecção estão confirmados. No entanto, o ministro afirmou que não se deve ficar “com o olhar para o lado negativo”, e destacou que mais de 273 mil pacientes estão recuperados ou em recuperação. “O Brasil não pode parar. A pandemia vai passar e ninguém vai ficar para trás”, disse. 
 
Na ocasião, Walter Braga Netto detalhou as ações do governo federal até o momento, enfatizando que, dos R$ 274 bilhões liberados por meio de créditos orçamentários, o Poder Executivo já empenhou 73,9%. Contudo, o Senado afirma que menos da metade do dinheiro (40,4%) foi efetivamente gasto com ações de combate ao coronavírus.  
 
*Estagiária sob supervisão de Fernando Jordão 

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