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Correio Braziliense

Ministro da Defesa endossou nota de Heleno sobre celular de Bolsonaro

Na nota, o general Augusto Heleno mencionou "consequências imprevisíveis" caso a Justiça determinasse a apreensão dos celulares do presidente


postado em 23/05/2020 21:07 / atualizado em 23/05/2020 21:14

(foto: Evaristo Sá/AFP)
(foto: Evaristo Sá/AFP)
A nota emitida pelo general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), teve o aval não só do presidente Jair Bolsonaro como também do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.

Azevedo e Silva afirmou neste sábado (23/5), por meio de nota, que teve conhecimento prévio do comunicado em que Heleno mencionou "consequências imprevisíveis" caso a Justiça determinasse a apreensão dos celulares do presidente. 

O ministro da Defesa disse que concordou com a nota "por se tratar do celular do presidente da República, que é um assunto de segurança institucional". Além disso, o ministro da Defesa disse, ao jornal O Estado de S. Paulo, que "a simples ilação de o presidente da República ter de entregar o seu celular é uma afronta à segurança nacional"

Já o presidente Jair Bolsonaro contou ter lido e endossado a nota de Heleno ainda na sexta-feira. "Eu olhei e falei: 'O senhor fique à vontade'", relatou Bolsonaro numa entrevista. "Agora, peraí: um ministro do STF querer o telefone funcional de um presidente da República que tem contato com líderes do mundo… tá de brincadeira, comigo?", emendou.

Mello pediu parecer à PGR

A apreensão do celular de Bolsonaro e de seu filho Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro, foi pedida ao Supremo Tribunal Federal (STF) por políticos da oposição. Seguindo o que determina a lei, o ministro do Supremo Celso de Mello pediu um parecer à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o pedido.

Antes mesmo de a PGR opinar sobre a questão, Heleno emitiu a nota, causando uma série de críticas, pois o tom usado soou como uma ameaça à democracia.

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