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Correio Braziliense

Weintraub: ação do STF lembra a perseguição de Hitler contra judeus

Ministro da Educação critica decisão da Suprema Corte em investigar apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e parlamentares pró-governo: "dia da infâmia"


postado em 27/05/2020 14:35

(foto: Divulgação/Senado Federal)
(foto: Divulgação/Senado Federal)
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, fez duras críticas à operação da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (27/5), que mirou apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e parlamentares que apoiam o governo federal. Segundo ele, a ação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é uma "vergonha nacional" e ele comparou o ato à perseguição da Alemanha Nazista de Adolf Hitler a judeus.

No Twitter, o ministro escreveu que "hoje foi o dia da infâmia, vergonha nacional, e será lembrado como a Noite dos Cristais brasileira". A Noite dos Cristais é o nome que recebeu o pogrom (palavra russa que significa "causar estragos, destruir violentamente" e utilizada para designar massacres genocidas organizados) feito pelos nazistas contra os judeus na Alemanha de Hitler, nos dias 9 e 10 de novembro de 1938.

O episódio marcou a história da Alemanha Nazista, pois foi um ato de violência organizado em alta escala e deu início ao aprisionamento em massa de judeus nos campos de concentração.

"Profanaram nossos lares e estão nos sufocando. Sabem o que a grande imprensa oligarca/socialista dirá? SIEG HEIL!", acrescentou Weintraub, destacando a expressão utilizada pelo Partido Nazista que quer dizer "salve a vitória".

Weintraub tem descendência judaica. Segundo o ministro, um avô dele era judeu, tendo nascido na Polônia, e foi levado para campo de concentração. Nas redes sociais, ele disse que cresceu "escutando como os Weintraub foram caçados e como sobreviveram ao inferno de Hitler".

"Escutei como a SS Totenkopft (sic) entrava nas casas das famílias inimigas do Nazismo. Nesse momento sombrio, digo apenas uma palavra aos irmãos que tiveram seus lares violados: LIBERDADE!", frisou o ministro, em referência à SS-Totenkopfverbände, organização paramilitar ligada ao Partido Nazista e a Hitler, que era responsável pela administração de campos de concentração e de extermínio no Terceiro Reich.

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