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Correio Braziliense

Aras pede ao STF suspensão do inquérito que investiga fake news

Procurador afirma que Ministério Público foi surpreendido com ação da PF que mirou suspeitos de promoverem ataques contra o Supremo na internet


postado em 27/05/2020 15:01

(foto: Divulgação/Itaipu Binacional)
(foto: Divulgação/Itaipu Binacional)
O Procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu, nesta quarta-feira (27), a suspensão do inquérito aberto no ano passado para investigar "ataques e fake news contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e seus ministros. De acordo com Aras, o Ministério Público Federal (MPF) foi surpreendido com a ação deflagrada contra blogueiros, políticos e empresários.

Nas primeiras horas do dia, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, a Polícia Federal cumpriu 39 mandados de busca e apreensão contra blogueiros como Allan dos Santos e Sara Winter. Deputados bolsonaristas, como Carla Zambelli, Bia Kicis e Felipe Barros foram intimados a prestar depoimento.

Eles são suspeitos de envolvimento com o chamado Gabinete do Ódio, criado para promover ataques contra opositores do governo e instituições. Empresários como Luciano Hang, dono das lojas Havan, são acusados de financiar o movimento. 

Aras se manifestou em uma ação apresentada pela Rede Sustentabilidade, que no ano passado pediu que o inquérito seja suspenso. De acordo com Aras, a procuradoria foi "surpreendida" com as ações realizadas pela PF, "sem a participação, supervisão ou anuência prévia do órgão de persecução penal". Ele declara que o fato necessita a importância de se garantir a segurança jurídica "com a preservação das prerrogativas institucionais do Ministério Público de garantias fundamentais, evitando-se diligências desnecessárias, que possam eventualmente trazer constrangimentos desproporcionais".

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