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Correio Braziliense

Bolsonaro se reúne com Alcolumbre no Planalto

O encontro não consta na agenda oficial e é visto como uma tentativa de pacificação entre os poderes Executivo e Legislativo.


postado em 28/05/2020 18:34 / atualizado em 28/05/2020 21:32

(foto: AFP / Mauro Pimentel)
(foto: AFP / Mauro Pimentel)
O presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), na tarde desta quinta-feira (28/05), no Palácio do Planalto. O encontro não constava na agenda oficial e foi visto como uma tentativa de pacificação entre os poderes Executivo e Legislativo.

Bolsonaro adotou um discurso inflamado pela manhã ao conceder entrevistas criticando a ação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a operação deflagrada na quarta-feira (27/5) pela Polícia Federal por ordem do ministro Alexandre de Moraes, que expediu mandados de busca e apreensão no âmbito do inquérito das fake news. A investigação apura ameaças e ofensas contra os magistrados do STF.

O presidente não escondeu o descontentamento ao dizer a interlocutores que achou absurda a medida. Os alvos foram 13 aliados e apoiadores de Bolsonaro. Mais cedo, o chefe do Executivo afirmou que “ordens absurdas não se cumprem”. Bolsonaro se referiu à operação contra os aliados como “um dia triste”, mas que “será o último”.

Segundo Bolsonaro, tudo tem um limite. Exaltado, ele chegou a falar um palavrão em meio a entrevista de imprensa e enviou um recado direto a côrte dizendo que “Não teremos outro dia como ontem”.

“Podemos falar em democracia sem um Judiciário independente, sem um Legislativo independente, para que possa tomar decisões, não monocraticamente por vezes, mas são questões que interessam ao povo com um todo, que tomem, ams de modo que seja ouvido o colegiado. Acabou, porra! Me desculpem o desabafo. Acabou. Não dá para admitir mais a atitude de certas pessoas individuais. Tomando de forma quase que pessoal, certas ações”, apontou.


Depoimento de Weintraub

Alcolumbre ainda não fixou uma data para o depoimento do ministro da Educação, Abraham Weintraub, para que se explique sobre declarações contra ministros do Supremo. Na reunião ministerial do dia 22 de abril, Weintraub disse que, por ele, "botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF".

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