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Correio Braziliense

Bolsonaro diz a apoiador que não vai conversar com Witzel e o ironiza

Adversário político de Bolsonaro, Witzel foi alvo da Operação Placebo da Polícia Federal no dia 26 de maio


postado em 03/06/2020 09:49 / atualizado em 03/06/2020 11:19

(foto: Isac Nobrega/PR)
(foto: Isac Nobrega/PR)
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na manhã desta quarta-feira (3/6), que não irá conversar com o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Ele disse ainda “saber onde ele deve estar" brevemente.

Witzel é investigado por suspeitas de irregularidades na Saúde do Rio de Janeiro, durante a construção de hospitais de campanha devido à pandemia do novo coronavírus.

A fala ocorreu após um dos apoiadores, que se identificou como sargento reformado da Polícia Militar do Rio de Janeiro ter reclamado sobre uma medida de taxações pelo governo local.

“Eu não vou conversar com o Witzel. Até porque brevemente já sabe onde ele deve estar”, alfinetou o chefe do Executivo, na saída do Palácio da Alvorada.
Os bolsonaristas também levaram outras queixas sobre os governadores da Bahia, Rui Costa (PT); Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) e Pará, Helder Barbalho (MDB).

Bolsonaro disse então que ouvia as reclamações, mas que não tinha o poder de resolver sozinho. “Eu estou ouvindo aqui. Não tenho poder de resolver tudo. Sou um sozinho. É um sistema que a gente tem pela frente. Vai chegar a um ponto que vai passar o limite de muita gente”, apontou.

O presidente também pediu que a população cobrasse os líderes locais: “Tem governador, tem prefeito. Vocês votaram nesses caras também. Não vou falar o que tem que fazer. É duro fazer, vota com boa fé e o cara faz besteira muitas vezes. Estou ouvindo aqui, pode deixar que não vai ser deletado da minha cabeça nada, não. Mas eu não posso resolver tudo”.

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