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Mulher expulsa por Bolsonaro é assessora de Fernando Holiday, do MBL

Presidente pediu que Cris Bernart deixasse área destinada a apoiadores depois de ela dizer que ele havia ''traído a população''

Correio Braziliense
Correio Braziliense
postado em 10/06/2020 12:30
Cris Bernart de máscaraA mulher que, na manhã desta quarta-feira (10/6), afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) havia "traído a população" e acabou sendo expulsa da área destinada a apoiadores do presidente na saída do Palácio da Alvorada, trabalha como assessora do vereador de São Paulo e coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) Fernando Holiday (Patriota).

Na fala a Bolsonaro, a mulher se identifica como a youtuber Cris Bernart. "Eu votei no senhor, eu fiz campanha para o senhor, acho até que o senhor me conhece. Canal Cris Bernart. Eu sinto que o senhor traiu nossa população", afirmou, antes de o presidente pedir que ela deixasse o local.

Nas redes sociais, Holiday elogiou ação da assessora. "A Cris Bernart falou o que está entalado na garganta de todo brasileiro. E Bolsonaro agiu como um verdadeiro covarde, como alguém que só consegue falar dentro de casa", disse. O MBL também exaltou a atitude: "Hoje a Cris Bernart foi até o Palácio da Alvorada cobrar a irresponsabilidade de Bolsonaro na pandemia, mas o Presidente da República não quis saber de dar satisfações. Já são quase 40 mil mortos."
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[SAIBAMAIS]Apoiadores do presidente, contudo, aproveitaram a ligação da mulher com o líder do MBL para afirmar que a ação não foi espontânea e que, inclusive, ela teria faltado ao trabalho na Câmara Municipal de São Paulo para vir a Brasília. "A tal ;apoiadora; é a youtuber Cris Bernart, que já foi nomeada assessora do vereador Fernando Holiday, líder do MBL. Mas, claro, é só coincidência, tudo espontâneo", escreveu o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.
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A própria Cris se defendeu das acusações de ter faltado ao trabalho que pediu licença não remunerada do gabinete de Holiday. "A gadaiada tem dificuldade de aceitar que algumas pessoas não usam dinheiro público pra suas ações. Pedi licença não remunerada do gabinete e paguei meus custos. Todo cidadão deveria ter a coragem de cobrar os políticos como eu fiz", afirmou.
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