Politica

Novo advogado também defendeu miliciano

postado em 19/06/2020 04:03
Catta Preta conversou pessoalmente com Queiroz, pela primeira vez, ontem
O ex-policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), contratou um novo advogado neste mês, para o lugar de Paulo Klein, que deixou a defesa dele em dezembro de 2019. O substituto é Paulo Emílio Catta Preta, que também trabalhou como defensor do miliciano e ex-capitão da PM carioca Adriano da Nóbrega, morto em uma troca de tiros em uma operação policial na Bahia.

Assim como Queiroz, Adriano da Nóbrega era próximo de Flávio. O parlamentar chegou a empregar Raimunda Veras Magalhães, mãe do ex-PM, em seu gabinete quando era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A ex-mulher do miliciano também trabalhou no gabinete de Flávio na Alerj. E, assim como Queiroz, Adriano era suspeito de atuar no repasse de financiamentos ilegais, batizado de rachadinha, por meio da mãe. Mas, as similaridades entre Queiroz e Adriano da Nóbrega não se restringem ao antigo gabinete do senador da República. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, os dois trabalharam juntos no Batalhão da PM em Jacarepaguá e respondem a um mesmo homicídio, registrado como ;auto de resistência;. (LC)

Escritório do Crime
Adriano foi morto em fevereiro deste ano pela polícia da Bahia, no município de Esplanada. Era apontado por investigadores do Rio como chefe do Escritório do Crime, grupo de pistoleiros da milícia na zona oeste da capital fluminense. Quando ainda era policial militar ; chegou a ser capitão do Bope ;, trabalhou com Queiroz no batalhão de Jacarepaguá, também na zona oeste. Ele respondem juntos a um homicídio registrado como ;auto de resistência;.


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