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Correio Braziliense

Bolsonaro sobre os R$ 600: Nenhuma nação fez tanto pelos mais necessitados

Em cerimônia sobre a prorrogação do auxílio emergencial de R$ 600, o chefe do Executivo discursou com foco no aspecto social e na população mais humilde


postado em 30/06/2020 18:12

(foto: AFP / EVARISTO SA)
(foto: AFP / EVARISTO SA)
Em cerimônia de prorrogação do auxílio emergencial nesta terça-feira (30/06), o presidente Jair Bolsonaro fez um discurso com foco no aspecto social e na população mais humilde. O chefe do Executivo falou sobre as visitas que fez às cidades satélites durante a pandemia.

“Onyx falou que eu estive em Ceilândia, em Taguatinga. Sim, mas em muitos mais locais. Não desafiando quem quer que seja, mas levando coragem, mostrando ao povo humilde que tem um presidente que quer estar no meio deles, que quer enfrentar os problemas ao seu lado. Eu quero convidar a partir de agora Alcolumbre e ao Maia numa próxima viagem minha, como tive o prazer de estar em Araguari e ao retornar, pousamos em um pequeno vilarejo de forma inopinada. Tinha umas 30 casinhas lá e vimos muita gente humilde lá. Inclusive, por coincidência, tinha uma capela que uma vez por mês o padre se fazia presente. Naquele momento, o padre tinha acabado de chegar ao vilarejo e eu participei do início da missa rezada por ele, acompanhado por um pastor evangélico que também participou desse momento”.

Ele continuou falando sobre a viagem que fez ao Araguari no último dia 27. Segundo Bolsonaro, o programa busca atender a pessoas mais humildes, assim como as encontradas no local. Segundo o presidente, ao menos metade da população local ali recebe o benefício do auxílio emergencial.

 “A simplicidade desse povo realmente nos faz cada vez ter mais força para lutar por ele. E ali conversando com aqueles humildes, pelo menos metade recebeu esse auxílio emergência de 600, completando agora o terceiro mês. A satisfação deles, a gratidão. É um dinheiro que não é meu. É um dinheiro que é de todos nós brasileiros que pagamos impostos e só foi possível graças a sensibilidade de nosso ministro, tendo a frente Paulo Guedes, bem como do parlamento brasileiro que votou de forma rápida essa questão porque eles tinham pressa. Não foram apenas os 38 milhões de invisíveis ou de informais, quase outro tanto, de outras categorias, dentre elas o pessoal que recebe em média os R$ 200 do Bolsa Família foram beneficiados”.

De acordo com Bolsonaro, a extensão do programa não visa apenas ser um colchão para a economia, mas também dar uma ajuda aos brasileiros durante a crise do novo coronavírus.

 “Obviamente isso tudo não é apenas para deixar a economia funcionando, viva, mas também para dar o sustento a essas pessoas. Nós sabemos que R$ 600 é muito pouco mas para quem não nada isso é muito e esse trabalho, essa maneira de buscar recurso no momento em que a pátria necessitava para atender aos mais necessitados é o que faz com que nós nos orgulhemos de poder ajudar, de despender meios para poder atender a esses necessitados. E essa prorrogação em boa hora, via decreto, mas se fosse via PL teria também a velocidade necessária da Câmara e do Senado brasileiro”, apontou.

No entanto, Bolsonaro concluiu dizendo esperar que ao final desta nova remessa de pagamentos, as coisas voltem à “normalidade”.

“Como Paulo Guedes disse que são mais duas prestações e nós esperamos que ao final dela a economia já esteja reagindo para que nós voltemos à normalidade o mais rápidamente possível, obviamente sempre tomando cuidado, com o bem maior de todos nós que é a nossa vida. Agradeço a todos, não apenas a Câmara e ao Senado, ou a equipe do Paulo Guedes. Todos que participaram desse projeto que é o maior projeto social do mundo com toda a certeza. Como Guedes disse, nenhuma nação dispendeu tanto esforço para atender os mais necessitados do que o nosso querido Brasil”, concluiu.

O auxílio emergencial é o programa que mais tem elevado a popularidade do presidente. Além do pagamento das parcelas extras, a estratégia de Bolsonaro também passa rebatizar o Bolsa Família com o nome de Renda Brasil, na tentativa de desvincular a imagem do PT.

A prorrogação do auxílio emergencial será feita por meio de um decreto. Com isso, o valor do benefício será mantido em R$ 600. Porém, o governo de Jair Bolsonaro prepara uma estratégia para que as duas próximas parcelas sejam pagas ao longo de três meses. 

Pelas estimativas do secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, divulgadas na segunda-feira (29/6), o impacto fiscal dessa medida será de R$ 100 bilhões para os cofres públicos, no caso de duas parcelas de R$ 600 ou de três parcelas decrescentes, sendo R$ 500, R$ 400 e R$ 300, como estavam sendo cogitadas.

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