Politica

Deputado aciona MPF contra Bolsonaro por crime contra saúde pública

Marcelo Freixo (PSOL-RJ) disse que presidente teria colocado jornalistas em risco por ter retirado a máscara durante anúncio na tarde desta terça

Maíra Alves
postado em 07/07/2020 16:09
 (foto:  Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
Marcelo Freixo (PSOL-RJ) disse que presidente teria colocado jornalistas em risco por ter retirado a máscara durante anúncio na tarde desta terçaO deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) publicou, na tarde desta terça-feira (7/7), em uma rede social, que estaria acionando o Ministério Público Federal (MPF) para que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) responda por crime contra a saúde pública após ter tirado a máscara de proteção durante entrevista coletiva em que ele anunciava estar com covid-19.

Durante a entrevista, o presidente pediu para que os jornalistas se afastassem dele. "Vou mostrar minha cara", explicou, dando alguns passos para trás removendo a proteção do rosto. "Espera um pouquinho aí. Vou me afastar um pouco aqui. Afasta aí, afasta aí, afasta aí", disse, pedindo depois que um microfone de lapela que estava preso à sua camisa fosse solto.

Segundo Freixo, o presidente ;colocou deliberadamente a vida dos demais em risco;, por saber que estava contaminado com o novo coronavírus e mesmo assim ter retirado a máscara. ;Esse vídeo é o flagrante do crime;, afirmou, fazendo alusão à entrevista.

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Exame positivo

O presidente confirmou nesta terça-feira que o exame de covid-19 que fez no dia anterior testou positivo. Nesta segunda (6/7), ele foi ao Hospital das Forças Armadas, em Brasília, onde também realizou exames nos pulmões, que não acusaram nenhum problema nos órgãos.

[SAIBAMAIS]Bolsonaro contou que sentiu mal-estar no domingo e que teve febre, sendo orientado a fazer os exames. Ainda segundo ele, já na segunda-feira começou a tomar hidroxicloroquina e azitrominicina e que a melhora foi ;quase imediata;.

O presidente é defensor do uso da cloroquina, apesar de não haver estudos conclusivos sobre a eficácia do medicamento contra a covid-19. A agenda do presidente segue mantida por meio de videoconferência.

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