Politica

Candidatos evitam "problema"

Bolsonaro diz que gostaria de resolver o quanto antes a escolha do novo ministro para o MEC, mas, segundo ele, aqueles que vêm sendo convidados, "quando veem o problema de perto", declinam ou pedem mais tempo para pensar

Correio Braziliense
postado em 08/07/2020 04:15
Hugo seria um

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem que enfrenta dificuldades na escolha do novo ministro pelo fato de os candidatos recusarem o convite ao ver a situação do Ministério da Educação (MEC). Conforme disse, “tem excelentes currículos, mas quando veem o problema de perto, (que) a gente mostra para eles, uns declinam e outros pedem mais tempo para pensar. Eu gostaria de decidir hoje (ontem)”, disse, logou depois de anúncio que estava com a covid-19.

Segundo Bolsonaro, dos nomes em análise, existe um que se destaca e que, segundo ele, é de São Paulo. “Não posso falar, porque o mundo cai na cabeça desse favorito. Todo mundo vai para cima dele até no que ele fez quando tinha cinco anos de idade”, justificou.

O presidente disse que teria mais um contato com este candidato. Mas, caso não dê certo, o deputado major Vitor Hugo (PSL-GO), que passou a ser cotado na última segunda-feira, seria a opção para o momento. Bolsonaro ressaltou ter muita confiança no parlamentar, que é líder do governo na Câmara e, como afirmou, tem muita capacidade de organização, apesar de não ser da área.

“Em poucos dias, estudou o MEC e apontou os problemas. Seria uma pessoa excepcional, mas vão cair em cima porque ele é major do Exército e o pessoal acha que tem militar demais no governo”, salientou. Entre pessoas próximas do presidente, o incômodo é justamente porque mais um militar daria mais margem a críticas.

“Não está dando certo”

O presidente voltou a criticar a educação no país, depois de ter dito que o sistema brasileiro estava “horrível”. “Muitas pessoas querem ser ministro para colaborar com o futuro do Brasil, mas quando vê o tamanho do problema, a gente em comum acordo diz que fica difícil trabalhar dessa maneira. Ninguém quer chegar lá dando murro em ponta de faca, mas a realidade que nós devemos ter em nossas cabeças sobre a questão da educação é que não está dando certo”, observou.

O MEC segue sendo gerido interinamente pelo secretário-executivo Antonio Paulo Vogel. A pasta está sem ministro desde a saída de Abraham Weintraub, anunciada em 18 de junho e publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 20, quando já havia chegado aos EUA –– depois, a data foi alterada para o dia 19. O sucessor, Carlos Decotelli, nem sequer chegou a ser empossado por causa das várias mentiras que publicou no currículo que mantém na Plataforma Lattes. No último domingo, o secretário de Educação do Paraná, Ricardo Feder, anunciou pelas redes sociais que estava declinando do convite que, segundo ele, foi feito pelo presidente na quinta-feira.



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