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Correio Braziliense

Gilmar Mendes aponta que 'Exército está se associando a genocídio' no MS

Ministro fez críticas à ocupação militar na pasta da Saúde


postado em 11/07/2020 21:54 / atualizado em 11/07/2020 22:23

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Durante um debate on-line feito pela revista IstoÉ e pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) apontou fortes críticas a falta de um novo ministro na pasta da Saúde. Segundo Mendes, a atual ocupação interina feita por um militar não condiz com os requisitos técnicos do cargo.

 

"Não podemos mais tolerar essa situação que se passa no Ministério da Saúde. Não é aceitável que se tenha esse vazio. Pode até se dizer: a estratégia é tirar o protagonismo do governo federal, é atribuir a responsabilidade a estados e municípios. Se for essa a intenção é preciso se fazer alguma coisa. Isso é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. É preciso pôr fim a isso", pontuou. A informação é do portal Uol.

 

O atual ministro interino da Saúde é o general Eduardo Pazuello, que segue no cargo há mais de 50 dias. Nelson Teich deixou a liderança do Ministério da Saúde ainda em maio, após divergências de políticas públicas com o presidente Jair Bolsonaro.

 

Luiz Henrique Mandetta, também ex-Ministro da Saúde, foi outro que estava presente no evento. Ele também fez críticas à atual condução da pasta: “não é nem uma interferência no Ministério da Saúde, é uma aniquilação. Uma ocupação militar do Ministério da Saúde".

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