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Ministra Tereza Cristina defende a regularização de terras no país

Ao enumerar os desafios do Brasil, diante do tema que tem provocado reações internacionais, a ministra citou ''a necessidade de regularização fundiária, para solucionar conflitos agrários históricos e de avançar na implementação do código florestal''

Simone Kafruni
postado em 14/07/2020 06:00

Ao enumerar os desafios do Brasil, diante do tema que tem provocado reações internacionais, a ministra citou ''a necessidade de regularização fundiária, para solucionar conflitos agrários históricos e de avançar na implementação do código florestal''A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, defendeu a regularização fundiária prevista no Projeto de Lei 2.633/2020, que substituiu a MP 910/2019, para o país avançar na implementação do código florestal. A MP mobilizou ambientalistas de todo o mundo, por ser considerada uma medida capaz de ;institucionalizar a grilagem;. Ao caducar no Congresso, o texto virou um PL com o mesmo teor.


Em uma live com o setor de café, nesta segunda-feira (13/7), Tereza Cristina disse que as discussões sobre sustentabilidade devem aumentar ;passada a pandemia;. Ela afirmou que, no cenário pós-covid-19, vão aumentar as exigências de certificação, rastreabilidade e sobre embalagem. ;Devemos nos preparar para atender às exigências do mercado internacional, por meio da cooperação entre o governo e a cadeia produtiva;, frisou.


Ao enumerar os desafios do Brasil, diante do tema que tem provocado reações internacionais, a ministra citou ;a necessidade de regularização fundiária, para solucionar conflitos agrários históricos e de avançar na implementação do código florestal;. Contudo, o PL 2633, para os ambientalistas, representa retrocessos socioambientais e compartilha da mesma base da MP do Executivo, ou seja, o estímulo a desmatamento, invasões, crimes e conflitos.


O PL, apesar de ter diminuído de 15 para seis módulos fiscais as áreas que poderão ser regularizadas por autodeclaração, ainda é um estímulo a grilagens, desmatamentos ilegais e intensificação dos conflitos no campo, com destaque para as comunidades tradicionais e os povos indígenas, segundo os especialistas.

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