Politica

Maia: saída de bloco foi regimental

postado em 30/07/2020 04:03
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a minimizar o desembarque do DEM e do MDB do Centrão e reafirmou o movimento como algo meramente regimental. Segundo ele, o bloco havia sido formado para votar o orçamento e só não foi desfeito antes em razão da pandemia. Maia também negou que haja uma articulação para enfraquecer o deputado alagoano Arthur Lira, líder do PP e do Centrão, e preferido do governo para a sucessão na presidência da Câmara.

;Está tendo muita desinformação. Parece que DEM e MDB saíram do bloco para questionar a liderança de Arthur Lira, líder do PP na Câmara. Não tem nada a ver. Muito pelo contrário, é o líder que tem individualmente mais força, tem um partido unido, o qual ele lidera com muita força;, disse Maia, em entrevista, ontem, ao programa Manhã Bandeirantes, do apresentador José Luiz Datena.

DEM e MDB vão oficializar, nos próximos dias, o desembarque do bloco liderado por Lira. Os dois partidos pretendem formar com o PSDB uma frente, também de centro, para apoiar um candidato à presidência da Câmara respaldado por Maia. O divórcio mostra os rumos antagônicos que as bancadas vão tomar em votações futuras, como na reforma tributária e na sucessão na Câmara, em 2021.

Para Maia, a narrativa em torno de sua sucessão é totalmente equivocada. ;Acho que é uma semana com pauta mais light, e acho que está se criando uma narrativa. Os dois (partidos) saíram pela questão natural desse processo;, afirmou o deputado, acrescentando que os líderes Baleia Rossi (MDB-SP) e Efraim Filho (DEM-PB) têm ;admiração e respeito; pela liderança de Lira na Câmara.

Horas depois, em entrevista coletiva, Maia voltou a falar sobre o assunto e disse que o momento não é de se discutir eleição, em razão da crise causada pela pandemia. ;Já viu maratona? Sempre tem um que sai correndo rápido no início e não termina a corrida. A eleição para a Câmara é em fevereiro. Quem está dando essa interpretação aos movimentos que sempre ocorrem todo ano, de desfazimento de bloco, como aconteceu essa semana com o DEM e o MDB, estará errando fortemente. Não é hora de tratar de eleição;, disse o presidente da Câmara.




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