Politica

Quarentena para juiz não prospera

postado em 31/07/2020 04:03
O vice-presidente Hamilton Mourão criticou a sugestão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, de manter juízes e procuradores inelegíveis por oito anos após abandonarem seus cargos públicos. ;Você está transformando o magistrado em um cidadão sem direitos políticos;, rebateu o general.

Mourão acredita que a proposta pode ter relação com o papel do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, que abandonou 22 anos de magistratura para integrar o governo Bolsonaro. Após a saída dele do ministério, começaram os rumores de que disputará a Presidência. ;Todo mundo fala que ele seria um candidato viável para 2022, e outros magistrados não têm esse destaque;, afirmou o vice-presidente. ;Acho que é o tipo da coisa que está colocada em discussão, mas não prospera, na minha visão.;

Toffoli abordou o assunto na quarta-feira, em sessão extraordinária do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com ele, ;a imprensa começa a incensar determinado magistrado e ele já se vê candidato a presidente da República sem nem conhecer o Brasil, sem nem conhecer o seu estado, sem ter ideia do que é a vida pública;. ;Quer ir para a política, pode ir. Sai da magistratura, e tenha um período de inelegibilidade. Para que não possam magistrados e membros do Ministério Público fazer dos seus cargos e das suas altas e nobres funções meios de proselitismo e demagogia;, enfatizou.

A ideia de Toffoli foi endossada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O deputado frisou, ainda, que existem projetos sobre esse assunto tramitando na Casa. ;Acho que esse debate está sendo amadurecido e está perto de chegar a um entendimento de que carreiras de Estado não podem ser usadas como trampolim pessoal;, enfatizou. Atualmente, um juiz que deixa a função fica seis meses sem poder se candidatar a eleições. (ST)



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