As falas foram feitas em seminário do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). O inquérito, aberto em março do ano passado, foi amplamente questionado por procuradores, que avaliaram que o Supremo estava agindo como Ministério Público, mas recebeu o aval do procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, depois que ele assumiu o cargo. Quando as investigações atingiram deputados e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, Aras e o governo passaram a criticá-lo amplamente. O inquérito continua sendo alvo de muita polêmica e questionamentos de procuradores.
Gilmar Mendes disse no seminário online ter a impressão de que o ambiente político polarizado contribuiu para o ambiente das redes sociais, com construção de inimigos, culpados, e informações falsas. O ministro afirmou que inicialmente, acreditava-se que as redes sociais seriam um instrumento de democracia direta; um novo ambiente civilizatório, o que não se provou real.