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Correio Braziliense CASA

A arte como protagonista

Peças de artistas renomados ou de jovens talentos são capazes de transformar um ambiente. Essa é uma das tendências expostas na mostra Morar mais por menos. Clique em foto e confira alguns ambientes


postado em 23/07/2010 14:30 / atualizado em 23/07/2010 21:35

Quando uma mostra de decoração chega a uma cidade, não demora muito para se formar um burburinho com relação às tendências levantadas pelo evento. Na última semana, com a abertura da 4ª edição da Morar mais por menos — o chique que cabe no bolso, a expectativa era a mesma. No entanto, mais do que procurar o substituto para a febre das paredes cinzas de 2009 ou descobrir quem desbancou os pisos flutuantes — hits dos últimos anos —, o que desviou a atenção de quem percorreu os 40 ambientes de mais de 80 arquitetos, decoradores e paisagistas da cidade foi a presença notável das artes plásticas protagonizando diversas ambientações.

Mas não como de costume, em uma bela tela ou gravura em destaque. E sim com o drama e a ousadia que lembram os lofts da Montmartre parisiense ou do Village nova-iorquino. “Esse efeito cênico que a arte pode levar para um cômodo é um diferencial nesse meio”, aponta o arquiteto Ado Mendes.

Na mostra, ela surge em instalações, painéis, grandes telas que adornam não só as paredes como o teto e o chão, além dos inúmeros clássicos do design. São nomes de peso como Athos Bulcão e Romero Brito, e destaques nacionais como Omar Franco, Ney Soares, Pablo Oliveira e Paul Morais.

Se por um lado esse é um dos poucos pontos da mostra que vai realmente pesar em um orçamento comum de decoração, por outro, o investimento não tem prazo de validade — se for o caso de uma boa peça, a tendência é que, inclusive, com o passar dos anos, ela agregue mais valor no mercado. “Acho que o bacana de um ambiente que ousa com a arte é a forma como ele mexe com a pessoa. Faz quem chega observar, pensar e repensar no que está vendo. Desconstrói a maneira de olhar e quebrar paradigmas”, afirma a arquiteta Cássia Lot, que, com Rosana França, assina um dos cômodos de maior apelo artístico da mostra. Para a arquiteta Elizabeth Rosso, Brasília é um mercado que, em comparação com grandes centros, ainda rejeita o apelo da arte na decoração. “É um padrão que vai mudar conforme a capital se desenvolve. A arte nos leva a refletir. Incentiva o gosto pela cultura e fomenta o meio artístico nacional”, opina.

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