Publicidade

Correio Braziliense CAPA

Como chegamos lá

Como Brasília se incorporou ao eixo Rio-SP na liderança nacional


postado em 23/07/2010 19:51 / atualizado em 23/07/2010 20:34

Teatro Nacional em construção(foto: Arquivo/GD)
Teatro Nacional em construção (foto: Arquivo/GD)
Por séculos, os estados do Sudeste dominaram o país economicamente, culturalmente, socialmente e politicamente. Quando Brasília surgiu, nos 1960, muito se especulou sobre que rumos tomaria o Brasil. A ideia era descentralizar. Para isso, várias políticas de povoamento e desenvolvimento local foram aplicadas na capital. Cinquenta anos, entretanto, foram necessários para Brasília alcançar o patamar desejado desde a sua criação. É surpreendente pensar que há 40 anos Brasília e Manaus eram as únicas capitais que não haviam sido classificadas como metrópoles pelo IBGE. Manaus foi promovida ao seleto grupo em 1978, quando Brasília ainda era um apêndice goiano. Apenas em 1993, a capital foi considerada cabeça-de-rede da região e só em 2008 tornou-se metrópole nacional. Hoje, a trinca Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília é considerada dominante no cenário nacional.

Apesar de o Rio de Janeiro ainda ter uma influência maior que a capital, aos poucos esse cenário vai mudando. Atualmente, a capital fluminense se sustenta com o dinheiro do petróleo. "A Copa e as Olimpíadas com sede no Rio são a prova de que o governo está se tentando forçar a economia do Rio de Janeiro que ainda tem um turismo forte", acredita Edma Amorim, geógrafa do IBGE.

O rápido e ordenado desenvolvimento da capital do país, em comparação a outras cidades, pode ser justificado pelo dinheiro federal aplicado por aqui. O dinheiro que o governo investiu (e ainda investe) na cidade junto com a presença de órgãos públicos e o aumento do número de grandes empresas com representatividade nacional desenvolveram a região. Brasília também se beneficia do agronegócio do centro-oeste, que se intensificou com o desenvolvimento da capital federal. Outro ponto importante para o crescimento foi a construção da Belém-Brasília nos anos 1960. Obra que também tinha como objetivo desenvolver partes esquecidas do país. Esse conjunto de ações serviu ao ideal de criação. "Um novo polo administrativo e financeiro está surgindo com a ascensão de Brasília, Goiânia e Anápolis", explica Amorim.

Leia mais sobre este assunto na edição 271 da Revista do Correio.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade