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Estado de Minas MATÉRIA DE CAPA

Quem somos nós nos anos 2000?

Uma geração plugada no mundo, que produz conteúdo, pode virar celebridade a qualquer momento e se comunica por redes sociais. Também estamos mais velhos, mais democráticos, mais otimistas e somos integrantes de famílias menores e plurais


postado em 25/12/2010 12:00 / atualizado em 26/12/2010 21:48

O século 21 começou com muita expectativa. Será que o bug provocaria uma pane nos computadores? Viveríamos como a família Jetson? Usaríamos roupas prateadas? De fato, a tecnologia nos dá a sensação de que moramos no futuro. Habitamos um mundo onde redes sociais, livros digitais, trens superrápidos e televisões 3D são realidade. Quase tudo o que percebemos como mudança está associado de alguma forma à tecnologia. Mas a principal mudança provocada pela tecnologia foi a maneira como nos comunicamos através dela.

Graças às redes sociais, hoje todo mundo – ou quase – é um ser virtual que viaja por qualquer ambiente global. Basta ter a curiosidade de buscar, que a internet mostra o que você quer saber. Qualquer pessoa é um produtor de conteúdo, não existem mais filtros. A internet lhe permite ser músico, cineasta, cientista, jornalista, ator, designer. Essa é a marca que a primeira década dos anos 2000 deixou. Um ser que busca pela individualidade dentro de um universo que lhe permite ser qualquer coisa.

A Revista consultou 10 especialistas de diferentes áreas para definir melhor quem foi, quais paradigmas quebrou e que legado nos deixou a geração da primeira década dos anos 2000. “Temos, entretanto, que ser sóbrios nessa análise e descobrir que essa década se trata de uma evolução e não uma revolução. Todas essas tecnologias são extensões de tecnologias anteriores. O que mudou nessa década é que nós conseguimos prever para onde a tecnologia vai nos levar”, analisou o professor de gestão de tecnologia no IMD (International Institute for Management Development) Bill Fischer. Se essa geração é melhor do que a que construiu os anos 1990, 1980 ou 1970? Ninguém vai saber. O fato é: o homem tem tendência a ser saudosista. Uma não foi melhor ou pior do que a outra. Todo mundo contribuiu para formar o mundo como ele é.

O QUE SE TORNOU OBSOLETO NA DÉCADA

 

(foto: Juliens's Auction/AFP)
(foto: Juliens's Auction/AFP)
Raios X: as emissões de raio X foram descobertas no fim do século 19 e até hoje são usadas pela medicina para realizar exames. Nos últimos 10 anos, entretanto, a tecnologia se tornou cara e, principalmente, prejudicial ao meio ambiente. Hoje, os exames mais modernos são feitos com tomografia computadorizada. Além de serem mais precisos, eles produzem imagens perfeitas do seu corpo, eles podem ser impressos em papel comum ou manuseados em CDs e pen-drives.

 

 

 

 

(foto: Cosac Naify/Reprodução)
(foto: Cosac Naify/Reprodução)
Quanto mais artificial melhor: os anos 1960 e 1980 foram marcados pelos estilistas e designers projetando o futuro. Cortes e tecidos tecnológicos estavam no auge. Quanto mais sintético e mais artificial, melhor era a experiência do futuro. Esse comportamento teve fim nessa década. Agora, se preza o natural, o ecológico e tudo o que mova o mundo na direção do movimento sustentável. Ser 100% natural é chique. O poliéster fica para uso exclusivo pelas redes de fast-fashion e confecções baratas.

 

 

 

 

(foto: Kacio Pacheco/CB/D.A.Press)
(foto: Kacio Pacheco/CB/D.A.Press)
Pop star: Não existe mais um ícone pop da música, eles estão com os dias contados. Não se fazem mais artistas como o Michael Jackson, que vendeu 100 milhões de cópias do Thriller, no mundo. Torna-se raro e difícil um artista virar um ícone global. O disco mais bem vendido do século 21, por exemplo, é Black & Blue (2000), dos Back Street Boys, com 24 milhões de cópias. Esse fenômeno é consequência da internet. A plataforma permite que bandas lancem músicas sem ter que ter uma gravadora para divulgar o material. Isso fez com que bandas como The Strokes e Franz Ferdinand lancem uma proposta discreta, sem ter a pretensão de virarem ícones globais.

 

 

(foto: Ricardo Bakker/Agêcnia O Globo)
(foto: Ricardo Bakker/Agêcnia O Globo)
Preconceito: o brasileiro não tolera mais preconceito contra mulheres, negros e homossexuais. É claro que ele ainda existe, mas quando os atos de violência ocorrem são recriminados. A Lei Maria da Penha, homologada em 2006, foi a prova. A mulher submissa não é mais valorizada pela sociedade. Casos como os dos gays que apanharam na Avenida Paulista são duramente criticados pela sociedade e pelas autoridades. Até os atletas se envolveram na briga. O jogador argentino Desábato (foto) recebeu mandato de prisão após ser acusado pelo atacante brasileiro Grafite de racismo. “Os preconceitos estão fora de moda e de lugar”, decreta Mirian Goldenberg, antropóloga e professora da UFRJ.

 

(foto: Seth McAllisrer/AFP)
(foto: Seth McAllisrer/AFP)
Pessimismo: a década de 1980 foi lembrada como a era do otimismo. As pessoas se vestiam com cores e faziam músicas alegres. Os anos 1990 foram marcados pelo pessimismo. Artistas com letras depressivas e roupas minimalistas. Havia uma descrença com a humanidade. Os anos 2000 foram marcado pelo cinismo. A década teve início com o ataque terrorista às Torres Gêmeas. O evento revolucionou o mundo e a maneira como as pessoas o encaram. Se dois prédios na principal cidade do mundo pode ser derrubados por dois aviões, o que não é possível acontecer?

 

(foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A.Press)
(foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A.Press)
Doenças: a década foi marcada pela batalha pelo fim de doenças como a poliomielite, o sarampo e a rubéola. Elas ainda existem, mas são pontuais. No Brasil, por exemplo, o último caso de sindrome de rúbeola congênita foi registrado no ano passado. Por outro lado, surgiram novas doenças, como as gripes aviária e suína. Elas desafiaram a geografia e provaram a fragilidade do homem com a rápida disseminação que aconteceu no mundo. Mas, elas mostraram que é possível um conjunto de forças internacionais para combater e controlar as doenças que afetam o globo inteiro.

 

O QUE SURGIU NA DÉCADA

 

(foto: Edilson Rodrigues/CB/D.A.Press)
(foto: Edilson Rodrigues/CB/D.A.Press)
Prevenção de doenças: é recente o hábito na medicina de prevenir uma doença antes que ela apareça. Esse comportamento se deu principalmente na área da cardiologia. Atualmente, pode-se evitar problemas, como o colesterol ruim alto, obesidade, hipertensão e diabetes com simples mudanças na rotina. “Os exercícios físicos, o combate ao fumo e o cuidado com a alimentação se tornaram hábitos comuns de toda a sociedade”, analisa Alexandre Brick, professor de medicina da UnB e da Universidade Católica de Brasília. A ideia é fazer campanhas de prevenção para economizar com remédios, cirurgias e tratamentos.

(foto: Arquivo pessoal)
(foto: Arquivo pessoal)
Projeto Genoma: a clonagem da ovelha Dolly, em 1996, trouxe à tona um debate sobre os perigos e as vantagens de manipular células para duplicá-las (clonagem) e modificá-las geneticamente (células tronco). Os laboratórios estavam prontos para desenvolver pesquisas, mas faltava a regulamentação da atividade. Entraram nas discussões várias representações da sociedade: igreja, empresas, governo e cientistas. A lei brasileira foi sancionada pelo presidente Lula em 2005 e criou a legislação para a construção, o cultivo, a produção, a manipulação, o transporte, a transferência, a importação, a exportação, o armazenamento, a pesquisa, a comercialização, o consumo, a liberação no meio ambiente e o descarte de organismos geneticamente modificados.

 

(foto: Leon Neal/AFP)
(foto: Leon Neal/AFP)
Multitribalismo: o mundo é oficialmente globalizado. Não existem mais barreiras geográficas. As pessoas fazem músicas, peças de teatro, filmes com várias referências culturais. Tudo graças à internet e à facilidade de mobilidade. Essa junção criou um movimento tribal urbano, no qual aspectos regionais de países diferentes se misturam no ambiente virtual e se transformam em um movimento urbano. O maior exemplo do movimento é a cantora M.I.A (foto). Ela é do Sri Lanka, canta rap tipo americano, com batida do funk brasileiro e elementos de música eletrônica europeia. Assim como ela, existem bandas como Diplo, MGMT e Santigold. Na moda, a marca brasileira Neon é o maior representante.

(foto: Benoit Tessier/Reuters)
(foto: Benoit Tessier/Reuters)
Não existe silhueta: se nos anos 1970 o mundo se rendeu às calças boca de sino e nos 1980 às ombreiras, os anos 2000 ficaram sem uma característica óbvia. Essa década foi marcada pela individualidade. Todas as décadas foram revisitadas, todas as possibilidades de combinações foram feitas, todas as silhuetas foram testadas. Chegou-se à conclusão que nos anos 2000 tudo pode. “Você pode ser uma pessoa um dia, mudar de roupa no dia seguinte e se transformar em outra completamente diferente”, acredita o editor e consultor de moda Márcio Banfi.

 

 

 

(foto: Ricardo Borba/CB/D.A.Press)
(foto: Ricardo Borba/CB/D.A.Press)
Amadurecimento da democracia no Brasil: começamos a década com Fernando Henrique Cardoso no poder; em 2002, ele passou a faixa para o Lula, que ficou oito anos Palácio do Planalto. No fim de 2010, Dilma Roussef foi eleita a primeira mulher presidente do Brasil. Foram três eleições e três presidentes eleitos democraticamente. Desde a década de 1920, quando Arthur Bernardes foi substituído por Washigton Luís, o Brasil não passava a faixa presidencial democraticamente de presidente para presidente. Na época, entretanto, apenas 10% da população votava, hoje temos um dos maiores colégios eleitorais do mundo, com 135,8 milhões pessoas aptas a votar.

Classe C: o Brasil conheceu um novo poder de consumo. Em 2006, o número de pessoas pertencentes à classe C passou a população D e E. Hoje, eles representam 50,5% da população e tem renda familiar entre R$ 1.126 e R$ 4.854. A expansão de renda ocorreu devido a melhores condições de trabalho e renda. No ano passado, a classe C roubou o posto da classe A como principal poder de compra do Brasil. A mudança foi emblemática, pois foi um ponto significativo na luta do Brasil contra a desigualdade social.

(foto: Paul Hanna/Reuters)
(foto: Paul Hanna/Reuters)
O culto às celebridades: a curiosidade sobre a vida dos artistas sempre existiu, mas o século 21 expôs as celebridades a um nível nunca visto. Primeiro, surgiram os blogs especializados que contratavam paparazzi para perseguirem os atores e atrizes por todos os lados. Personalidades, como Paris Hilton (foto), que não tinham profissão, viraram celebridades em tempo integral. Com a popularização dos reality shows, que surgiram nos anos 1990, e com o lançamento do YouTube, em 2005, qualquer um poderia virar celebridade na era da internet. É a década do hiperefêmero. Viraram hits os vídeos Tapa na Pantera, o Barraco de Sorocaba, Stefhany com o Cross Fox e o David no dentista. Surgiram, então, as subcelebridades. “São pessoas sem projetos. Eles se autodenominam DJs, modelos, stylist ou qualquer outra profissão que não precise de um formação”, define Cláudio Bull, professor de estética e cultura de massa do IESB.

 

(foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A.Press)
(foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A.Press)
Velhice: os brasileiros estão vivendo mais e melhor. Este ano, a expectativa de vida dos brasileiros aumentou de 70 anos em 1999 para 73,1 anos de idade em 2009. As mulheres continuam vivendo mais tempo e o Distrito Federal é o que tem melhores condições para os idosos. O país não está preparado, entretanto, para essa ‘nova’ faixa etária. O Ipea calculou que cerca de 4,5 milhões de idosos terão dificuldades para as atividades da vida diária nos próximos 10 anos, um acréscimo de 1,3 milhão ao contingente observado em 2008.

Uma nova família: a instituição pai, mãe e filhos está em extinção. Primeiro, por causa da queda no número de membros. Em 1981, a família era constituída por 4,3 pessoas; hoje, são 3,3, com o número médio de filhos em 1,6. Por outro lado, aumentou o número de mulheres solteiras, mulheres solteiras com filho, assim como o casal sem filhos e o casamento entre mulheres mais velhas com homens mais novos. A primeira década do século 21 também foi marcada pela batalha de pais homossexuais para adotar crianças.

Redes sociais: a incorporação da internet na vida das pessoas definiu a primeira década de 2000. “As redes sociais possibilitam as pessoas a terem uma vida social enorme”, argumenta Mirian Goldenberg , antropóloga e professora da UFRJ. O My Space foi lançado em 2003, o Orkut em 2004, o Facebook criado no mesmo ano, o Twitter saiu em 2006 e o Tumblr em 2007. As indústrias da música, comunicação, moda e outras tantas tiveram que se adaptar a um mundo conectado. As comunidades on-line estão permitindo as pessoas se comunicarem e aprenderem, sem intermédios, sobre outras culturas. Não há mais a necessidade de ter muito dinheiro e uma empresa para lançar alguém ou alguma coisa no mundo. Basta um computador e uma plataforma digital. “Inclusão é um termo que pode ser aplicado para uma geração inteira que passa uma parte considerável do seu tempo produtivo trabalhando com pessoas do mundo inteiro em comunidades on-line”, acredita o professor de Gestão de Tecnologia no IMD, Bill Fischer.

(foto: Banda Los Hermanos/Divulgação)
(foto: Banda Los Hermanos/Divulgação)
A música neobrasileira: os artistas brasileiros se renovaram e criaram uma nova geração da MPB. Saíram dos holofotes o pessoal da Bossa Nova e os roqueiros dos anos 1980. Entraram em voga músicos que incorporam elementos da música brasileira com um som mais contemporâneo. Encabeça a lista a banda Los Hermanos (foto), seguida por artistas como Hurtmold, Macaco Bong, Rec Beat, Marcelo D2, além de cantoras com voz grave, como Maria Gadú. “Eles se acham inteligentes e críticos em relação ao Brasil. É o tipo de música que se escuta nos DCEs das universidades”, analisa Cláudio Bull, professor de estética e cultura de massa do Iesb. Na outra ponta desse grupo estão os populares, que têm um tom emocional e apelativo. “É a reinvenção da bagaceira cultural brasileira como o neoaxé, neosertanejo, neofunk, neoevangélico, tecnobrega”, coloca Bull. São representantes do fenômeno Luan Santana, Mr. Catra e a Parangolé. A Banda Calypso, porém, foi a mais bem-sucedidas no filão, com vendagens recorde de CDs no país.

 

(foto: Rick Wilking/Reuters)
(foto: Rick Wilking/Reuters)
Obesidade: por décadas, o Brasil foi conhecido como o país dos miseráveis. Hoje apenas 5% dos brasileiros tem deficit de peso. Agora, o problema do Brasil é a obesidade. Em todas as faixas de idade, classe social e sexo aumentou o número da população com sobrepeso. Para se ter uma noção: 48% das mulheres e 50,1% dos homens acima de 20 anos tem o índice de massa corpórea acima do indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O IBGE considerou esse ano a obesidade como uma epidemia no Brasil. Em 10 anos teremos o mesmo indíce de obesidade dos Estados Unidos.

 

(foto: Amazon.com/Reuters)
(foto: Amazon.com/Reuters)
A onipresença da informação instantânea: ela está presente em todo os aspectos da vida: na hora de tomar decisões, de provocar inovações e até em uma conversa na mesa de bar. Todas as plataformas digitais estão na palma da mão — e sem fio. Basta ter um smartfone ou um iPad para consultar o Google. Pronto é o mundo reunido em um só lugar. “Esses novos gadgets estão mudando a nossa habilidade de fazer escolhas. Hoje nós podemos ser mais inteligentes e melhores informados em todos os aspectos de nossa vida”, prevê o professor de Gestão de Tecnologia no IMD, Bill Fischer.

 

 

O QUE ESPERAR DA PRÓXIMA DÉCADA

(foto: Intuitive Surgical/Reuters)
(foto: Intuitive Surgical/Reuters)
Cirurgia robótica: já existem técnicas cirúrgicas pouco invasivas. São aparelhos que entram no corpo por um pequeno orifício para realizar procedimentos que antes precisavam abrir o paciente com faca. Mas, agora, a nova técnica da medicina é a cirurgia robótica, onde o médico não entra em contato com o paciente. O cirurgião monitora um robô que realiza os procedimentos. Essa tecnologia já é usada em alguns casos, mas ainda está sendo desenvolvida. Ela vai permitir muito mais precisão em operações delicadas, principalmente na área neurológica.” Outro ponto para o futuro é o uso de nanotecnologia na medicina. A ideia é que microchip entrem no seu corpo e realize um procedimento específico”, lembra o professor de medicina da USP Arnaldo Lichtenstein.

 

(foto: Jessica Rinald/Reuters)
(foto: Jessica Rinald/Reuters)
Slow-fashion: a moda foi marcada nessa década pela disseminação das redes fast-fashion. Esse novo mercado lança roupas baratas e inspiradas nas principais passarelas do mundo, o mais rápido possível. As lojas de fast-fashion apareceram com a democratização da moda pela internet. Todo mundo, independentemente da classe social, quer consumir os produtos da passarela na mesma temporada em que são lançados. Apesar dessas redes ainda fazerem sucesso, a tendência da próxima década é que elas não sejam mais tão populares. O ciclo de criação da moda deve desacelerar. Os consumidores vão querer gastar dinheiro com peças de qualidade e não mais prezar pela quantidade. Poucas, mas boas roupas no armário. Esse é o futuro.

 

 

(foto: Chris Moore/Reprodução)
(foto: Chris Moore/Reprodução)
Tecidos tecnológicos: todas as décadas da moda foram revistadas nesses últimos 10 anos. Todas as silhuetas, modelos e cores já foram testados. “Agora é a vez de investir em tecidos novos”, decreta a consultora de moda e professora da Faculdade Santa Marcelina, Andreia Miron. Cada vez mais serão desenvolvidos tecidos que deixem a roupa mais leve, mais usável e que dialogam com a rotina urbana. Tecidos finos que esquentam, que protejam do sol e que sejam ecologicamente corretos. Novidades vêm por aí.

 

 

 

(foto: Rafael Ohana/CB/D.A.Press)
(foto: Rafael Ohana/CB/D.A.Press)
Educação brasileira: a primeira década do anos 2000 foi significativa para a história brasileira. Além de consolidar o nosso regime democrático, a economia brasileira se estabilizou e abriu espaço para investimentos importantes. “Agora é a vez de investir em educação para o país crescer ainda mais”, propõe o analista e consultor político e professor da UnB Paulo Kramer. As crianças brasileiras já completam o ensino fundamental, mas mais da metade não termina o ensino médio. Além de aprimorar o ensino em todos as série, o ideal é desenvolver na próxima década mais escolas profissionalizantes para colocar esses jovens no mercado de trabalho.

(foto: Edilson Rodrigues/CB/D.A.Press)
(foto: Edilson Rodrigues/CB/D.A.Press)
Mulheres: aparentemente, elas já conquistaram o seu espaço no mundo. Podem ter filhos recorrendo a banco de esperma, estão ganhando posições políticas importantes, conquistaram o mercado de trabalho e não aceitam a condição de sexo inferior. O que falta? Estar tão presente quanto os homens em posições de comando. Mas é questão de tempo. A segunda década dos anos 2000 vai mostrar como é um mundo governado por mulheres. Isso vai se refletir culturalmente. “As mulheres tem uma visão diferente e fazem arte de uma maneira diferente. Não é melhor ou pior. É uma outra visão do mundo”, prevê Cláudio Bull, professor de Estética e Cultura de massa do Iesb.

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