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Estado de Minas CASA

Luxo (ecologicamente) correto

No mundo da arquitetura e da decoração, a preocupação com o meio ambiente já não é coisa de ecochato, mas uma sofisticada tendência


postado em 04/03/2011 17:26 / atualizado em 06/03/2011 08:49

Revestimentos com madeira de reflorestamento, cimentícios à base de entulho, reaproveitamento de água, iluminação com LED. Tudo isso se alinha à ideia de sustentabilidade em arquitetura e decoração. Tal preocupação é hoje indissociável do mercado de luxo. “A estética está fortemente ligada ao apelo ecológico. Isso não significa abrir mão do conforto, da tecnologia, dos materiais nobres e sofisticados. Ao contrário, os avanços nessa área somam muito para as atitudes sustentáveis”, confirma a arquiteta Beta Pollis.

Construir com características sustentáveis implica em investimentos maiores, reconhece a decoradora Cássia Lott. “Por este motivo, alguns profissionais e clientes resistem em projetar dentro desse conceito.” Mas esse é limitador transitório, aposta a especialista. A médio prazo, a demanda por esse tipo de serviço tende a se popularizar, tornando o mercado mais competitivo e rico em opções.

Já a decoradora Denise Zuba aponta que, além da intenção legítima de preservar o meio ambiente, existe um frisson meramente publicitário ao redor de determinados produtos. “Esse apelo às vezes é falso e acaba tornando mais difícil encontrar quem é verdadeiramente preocupado”, diz. A decoradora revela que, na hora de criar um ambiente, privilegia o senso estético. “Penso em fazer algo lindo e que atenda às necessidades do meu cliente. Dentro disso, vejo tudo o que posso usar que seja ecologicamente correto.” O resultado fica ao gosto dos clientes que, segundo ela, já não abrem mão de projetos que reduzam o consumo de água e de energia.

Na prática
De acordo com arquiteta Beta Pollis, o termo sustentabilidade está pautado em um tripé de dimensões econômica, ambiental e social. Diante disso, Beta ensina o que uma pessoa comum pode fazer para tornar sua casa mais ecológica.
-Tudo o que puder ser feito para evitar a geração de entulho ou de lixo não reciclável é bem-vindo. Prefira materiais reciclados e madeira de reflorestamento, sempre.
-Procure informações sobre as ações sociais das empresas fornecedoras e escolha as mais atuantes. Essa também é uma atitude sustentável.
Tome cuidado com recursos aparentemente sustentáveis, mas que o preço destoe do valor de mercado. Usar material de baixa qualidade e aplicado por mão de obra não qualificada é prejuízo na certa.

Tudo certo nesta sala

(foto: Rosane França/Divulgação)
(foto: Rosane França/Divulgação)

A sala de 110m², houve uma preocupação especial com a escolha de materiais que fossem ecologicamente corretos, como rodapés e alisares em poliestireno (material reciclado do isopor retirado do lixo através de coleta seletiva). Observe o aproveitamento de garrafas pet como revestimento de parede ou divisória. Os móveis foram feitos a partir de madeira apreendida pelo Ibama em ações de fiscalização. Projeto assinado pelas decoradoras Cássia Lott e Rosane França.


Varanda agradável e sustentável

(foto: Clausem Bonifácio/Divulgação)
(foto: Clausem Bonifácio/Divulgação)

Esta varanda tem como proposta conforto, descontração e modernidade. Foram usados painéis em MDF, imitando madeira de demolição, compostos com retalhos de azulejo hidráulico provenientes de restos de obras. Além disso, a iluminação com lâmpadas fluorescente de baixo consumo e o rodapé de poliestireno tornam o ambiente ecologicamente correto. Projeto assinado pelas decoradoras Cássia Lott e Rosane França.

Legumes orgânicos ao alcance da mão

(foto: Clausem Bonifácio/Divulgação)
(foto: Clausem Bonifácio/Divulgação)

Nesta junção de ambientes, a horta orgânica adentra a cozinha e é adubada com resto de lixo orgânico reciclado por um minhocário. O ar condicionado com filtro anti-bactericida não agride a camada de ozônio e tem selo Procel de economia de energia. Completando o luxuoso ambiente, as bancadas são em aço inox, material reciclável e de extrema durabilidade. Projeto assinado pela arquiteta Beta Pollis.

Reminiscência de Pirenópolis

(foto: Rosane França/Divulgação)
(foto: Rosane França/Divulgação)

Nesta aconchegante suíte foi usado painel em MDF estampado, que imita madeira, iluminação com fita de LED na cor âmbar e piso em madeira de reaproveitamento. Compondo a decoração sustentável, estão as mandalas feitas por artesãos de Pirenópolis, com pigmentos naturais e caráter social. Projeto assinado pela arquiteta Beta Pollis.

Rústico e reciclado

(foto: Rosane França/Divulgação)
(foto: Rosane França/Divulgação)

O ambiente foi dividido em duas partes: uma sala-de-estar e uma mesa-bar. Para isso foi utilizado um painel de ecorresina, o 3Form, que tem 40% de sua matéria-prima proveniente da reciclagem. As varetas de bambus encapsuladas no painel dão um toque rústico ao ambiente moderno. Além disso, o produto é certificado pelo Green Guard americano. Projeto assinado pela decoradora Denise Zuba.

Agradecimento: Hunter Douglas.

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