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Estado de Minas FITNESS & NUTRIÇÃO

Festa na academia

No meio do caminho entre a malhação e a dança, a zumba é pura diversão


postado em 25/03/2011 17:08 / atualizado em 26/03/2011 14:51

Gláucia Chaves // Especial para o Correio

Fitness party, ou, em tradução livre do inglês, uma festa na academia. Com movimentos da salsa, merengue, rock, samba, zouk, mambo, flamenco, chá-chá-chá, tango, hip-hop, cumbia e reggaeton, o apelido parece perfeito para definir a zumba. Além de incorporar passos de dança, a modalidade é também uma aula de ginástica convencional. “A zumba trabalha com movimentos do corpo inteiro”, destaca o educador físico Bruno Mendes de Oliveira. Durante uma hora, é possível perder até 500 calorias — dependendo, claro, da intensidade da maratona e da motivação dos alunos.

Em uma aula de zumba, é possível gastar até 500 calorias(foto: Iano Andrade/CB/D.A Press)
Em uma aula de zumba, é possível gastar até 500 calorias (foto: Iano Andrade/CB/D.A Press)
Embora tenha sido criada no fim da década de 1990, a zumba só agora chegou às academias brasileiras. E, por enquanto, com turmas tímidas, com cerca de 20 alunos. No primeiro encontro, Bruno explica que a coreografia é passada aos poucos, até que todos os participantes tenham aprendido os passos. Embora tenham a leveza dos ritmos, os movimentos precisam ser executados com a precisão de uma aula de ginástica. Com exercícios disfarçados de passos de dança, os alunos trabalham glúteos, pernas e braços. “Eles fazem agachamento, afundo, flexão, abdução e adução da escápula (para os ombros)”, enumera o professor.

Os passos são repetidos muitas vezes a fim de tonificar e enrijecer a musculatura. “Isso gera uma definição muscular maior do que uma aula só de ginástica aeróbica”, compara o personal trainer Henrique Silva Castilho, também instrutor de zumba. Outro diferencial da prática, garante ele, é a condução lúdica do treino. “Os exercícios não são robóticos como na aeróbica. Você sente que está em uma aula de dança, mas treina como se estivesse em uma de aeróbica”, resume. Como em qualquer outra atividade física, a única exigência é fazer um check-up antes de começar. “Esses exames são importantes em todas as aulas coletivas, especialmente as que envolvem posicionamento cardiorrespiratório”, completa Henrique.

Elvia Hembree, 36 anos, entrou em contato com a zumba quando a modalidade ainda era desconhecida no Brasil. Em 2008, a dona de casa estudou durante um ano com o próprio Alberto Perez, idealizador da zumba (veja box), em Miami. De lá, Elvia levou a aula para o estado de Mary Land, também nos Estados Unidos. “Ensinei zumba durante dois anos, mas agora quero só praticar”, explica Elvia, que, antes de chegar ao Brasil, também ensinou os passos na Birmânia, país localizado no sul da Ásia.

Para ela, as vantagens da atividade são irresistíveis. “Muita gente quer aprender a dançar e a malhar, então é perfeito, porque a sensação é de estar se divertindo”, defende. Além disso, a coordenação motora também melhora com a prática. “Os passos são simples, qualquer pessoa consegue aprender. Para quem gosta de música, é fácil”, encoraja Elvia. Em maio, ela pretende voltar à Miami para ter aulas com Perez, já que o certificado para ensinar zumba expira a cada dois anos.

A trilha certa
A zumba nasceu de um engano. Momentos antes de sua aula de aeróbica, o colombiano Alberto Perez esqueceu a fita cassete com as músicas que usaria. O professor decidiu, então, usar uma fita com salsa e merengue que estava em sua mochila e inventar os passos na hora. Em 2001, a zumba chegou a Miami, foi patenteada e transformou-se em DVD, comercializado no mundo todo. Atualmente, estima-se que haja 100 mil academias com professores credenciados espalhadas por mais de 110 países. Além da aula convencional, a zumba ganhou outras versões, como a zumba gold (voltada para idosos), a toning (para tonificar o corpo), a aqua zumba (feita na água), a zumbatomic (para crianças de quatro a 12 anos) e a zumba in the circuit (no qual os treinos são divididos em circuitos de 30 minutos).

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