Publicidade

Estado de Minas REPORTAGEM DE CAPA

De moeda em moeda

Dinheiro não dá em árvore, diz o senso comum. Mas as famílias podem aprender a cultivá-lo. O primeiro passo para esse esclarecimento, garantem os especialistas, é falar abertamente sobre o assunto


postado em 01/07/2011 20:28 / atualizado em 01/07/2011 20:59

Quando criança, aprendemos nas aulas de matemática a somar maçãs, subtrair lápis de cor e fracionar barras de chocolate. A disciplina escolar era divertida e não havia preocupações nem dores de cabeça. Adultos, nos damos conta que ficou faltando uma lição importante, embora amarga, sobre dívidas, cheques especiais e juros do cartão de crédito. “Por que omitiram justo essa parte?”, lamentamos. Se tivéssemos colocado em prática a lição “gaste apenas o que você possui e poupe para o futuro”, a história seria outra.

Mas por que não sabemos administrar nosso dinheiro? A educadora financeira Teresinha Maria da Cruz Rocha, 62 anos, arrisca um palpite: o desequilíbrio financeiro é uma questão cultural. “Ou melhor, passamos por uma sucessão de gerações dependentes financeiramente. Por isso, ainda é comum termos um tio, um primo ou outro familiar que precisa da ajuda de parentes para pagar as contas”, observa. Para a especialista, a melhor forma de sair dessa emboscada de cifras descontroladas está em três pilares: educação financeira na escola, em casa e na prática. Outros pesquisadores das áreas de exatas e humanas também questionam e investigam o comportamento de homens e mulheres de diferentes idades diante da riqueza — que insiste em voar de nossas mãos, como poetizou Paulinho da Viola.

O dinheiro no divã

Giulean e Vanessa incentivam as filhas Giovanna e Gianne a economizar e gastar racionalmente o cofrinho (foto: Carlos Vieira/Esp.CB/D.A.Press)
Giulean e Vanessa incentivam as filhas Giovanna e Gianne a economizar e gastar racionalmente o cofrinho (foto: Carlos Vieira/Esp.CB/D.A.Press)
Uma maior compreensão sobre o que é dinheiro e qual o seu valor ajuda a desfazer um comportamento comum: não falar sobre o assunto. Para a psicóloga Valéria Meirelles, especialista em terapia de casal e família pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), uma das razões pelas quais não somos bem resolvidos financeiramente está na associação de que falar sobre dinheiro é tabu. Basta se fazer essas perguntas: Qual o salário dos meus pais? Por que tenho medo de pedir um aumento? Consigo conversar com minha esposa sobre dinheiro?

Isso acontece porque, segundo a especialista, o dinheiro é atrelado a muitos significados. “Você pode ser chamado de materialista ou ser considerado deselegante”, exemplifica Valéria. Para entender esse comportamento, a psicóloga trabalha na pesquisa Cara e coroa: Atitudes de homens e mulheres perante o dinheiro ao longo do ciclo vital. A tese, ainda não publicada, toma como referência estudos da psicologia do dinheiro publicados no fim da década de 1980 e detalhados no livro The psychology of money, de Adrian Furnham e Michael Argyle, em 1998.

Falar sobre dinheiro deve fazer parte do cotidiano, sobretudo das famílias, para que todos os membros tenham consciência do valor das coisas. “Os pais não deveriam só dizer que podem ou não podem comprar isso ou aquilo para os filhos. Eles aprendem muito mais vendo os pais procurando por preços mais baixos, apresentando uma postura ponderada quanto ao orçamento da casa e pagando as contas em dia. Sem perceber, repetimos padrões financeiros familiares que ora nos ajudam, ora nos atrapalham, dependendo do contexto e da relação”, constata a psicóloga.

O exemplo positivo é buscado pelo consultor de empresas e servidor público Giulean Alves de Matos, 36 anos, e pela contadora Vanessa Wendler de Matos, 34. O casal mostra às filhas Giovanna, 13 anos, e Gianne, 9, a importância de poupar e também de aceitar um “não” como resposta às vontades de consumo. “Tudo o que elas economizam, a gente dá em dobro. Ou seja, se elas economizarem R$ 100 e quiserem poupar, nós dobramos o valor e colocamos na poupança”, explica Giulean.

Giovanna aprendeu a poupar há seis anos. Aguava as plantas da casa e a mãe lhe dava R$ 5 pela tarefa. Nesse período, ela ganhou um porquinho para guardar as economias. Juntou R$ 150. “Na época, estávamos começando a construir nossa casa e precisávamos comprar uma lata de tinta, mas não tínhamos dinheiro. Ela disse para a gente: ‘Mãe, pode pegar o dinheiro que juntei’. Fomos à loja e compramos a lata com as economias dela”, lembra Vanessa. Giovanna não se arrependeu. “A casa é de todo mundo. Fiquei feliz por poder ajudar meus pais”, conta.

Grande parte desse envolvimento das meninas na economia doméstica está relacionada às conversas que os pais fazem questão de ter com as filhas. “Eu e Vanessa sempre conversamos muito a respeito. Por isso, achamos que a idade certa para se falar sobre dinheiro é quando os filhos perguntarem. O que a gente observa é que outros pais não falam a respeito e dão tudo o que os filhos pedem. Assim, você não educa”, diz Giulean. A esposa concorda. “Esse comportamento descontrolado dos pais vai afetar os filhos. Não adianta você ensinar seu filho a ser um poupador se você não o é. Aqui em casa, pensamos muito antes de comprar.”

A pequena Gianne também já aprendeu a lição. Mesmo cobiçando tudo o que passa nas propagandas de televisão — de bonecas à liquidificador —, ela poupa como a irmã. Juntas, compraram, no ano passado, o monitor do computador que fica no quarto compartilhado por elas. Até na escola, Giovanna repete o exemplo que vê em casa. Como representante esportiva da turma, é ela quem recolhe o dinheiro dos colegas para os gastos nas olimpíadas. “Anoto quem pagou, faço esse controle e presto contas para turma”, diz.

Para a contadora Dora Ramos, a dúvida quanto a hora certa para falar sobre dinheiro com os filhos está presente em diversas famílias. Até mesmo porque, para as crianças, os pais parecem uma fonte inesgotável de recursos. Assim, fica difícil para elas compreenderem quando não podem ter algo. “Diga que trabalhou, ganhou certa quantia e a colocou dentro de casa, mas que, cada vez que passa a ‘maquininha’ (do cartão de crédito), seu dinheiro vai acabando. Assim eles entendem que não se trata de uma fórmula mágica, mas que há uma limitação naquela ação”, aconselha.

Bird confere
Em maio, pesquisadores do Banco Mundial (Bird) divulgaram resultados preliminares do ensino da educação financeira nas escolas brasileiras. Segundo o órgão, o projeto desenvolvido em 450 escolas estaduais do Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal, ajuda os brasileiros a economizar e a combater a inflação. Na avaliação do Bird, os primeiros seis meses de curso foram suficientes para os alunos aprenderem a poupar e a organizar melhor as compras. Agora, a intenção do Banco Mundial é continuar a avaliar o aprendizado dos estudantes até o fim do projeto e acompanhá-los no mercado de trabalho por meio do número do CPF. Para os pesquisadores, o comportamento dos jovens a longo prazo deve comprovar como a educação financeira pode refletir em dados macroeconômicos.

Um passo de cada vez

Dionísio Lopes e a mulher ralaram muito na juventude. Já as filhas, vivem uma situação bem mais confortável (foto: Carlos Vieira/Esp.CB/D.A.Press)
Dionísio Lopes e a mulher ralaram muito na juventude. Já as filhas, vivem uma situação bem mais confortável (foto: Carlos Vieira/Esp.CB/D.A.Press)
A necessidade de trabalhar para comprar o pão de todo foi a tônica da infância dos aposentados Dionísio Lopes, 59 anos, e Nilva Gomes Lopes, 56. Ele, de Fernandópolis, interior de São Paulo, já engraxou sapatos, levantou às três horas da madrugada para a colheita do algodão e se virou como pôde. Até que, aos 16 anos, veio morar com um irmão em Brasília, dedicando-se, a princípio, ao ofício de alfaiate. Ela também teve que trabalhar desde cedo. Aos 9, fazia a faxina e arrumava cada um dos 22 quarto do Hotel Asa Norte, negócio que a família administrava na W3 durante a década de 1960. Dionísio e Nilva tiveram que dar conta de trabalhar muito para economizar cada centavo. Poupança e planos que ajudaram a formar uma família.

O casal estudou, passou em diversos concursos públicos e sempre somou o salário de cada um como uma renda só. “Não falamos isso aqui é meu, isso aqui é seu. Se a conta de um abaixasse, o outro ia lá e passava dinheiro para não ficar no negativo”, recorda Dionísio. A partir dessa administração do bem mútuo, eles puderam educar os três filhos: Rogério, 34 anos, Raquel, 31, e Vanessa, 24. Compraram um apartamento pequeno, depois se mudaram para um maior, até que, com algo equivalente a dois Monzas, recorda Dionísio, quitaram um lote no Lago Norte. “Sempre juntamos nosso dinheiro para pagar tudo à vista. Raramente entramos no cheque especial. Enquanto nossos amigos trocavam de carro, nós ficamos com nosso Fusca e demos prioridade à moradia”, conta Nilva.

Os filhos têm consciência de que o atual padrão de vida da família é bem mais confortável. Os três têm nível superior e puderam usufruir de uma mesada enquanto não entravam no mercado de trabalho. Raquel casou cedo, aos 19, fez o curso de turismo e trabalhou em uma companhia aérea, mas alguns anos depois se divorciou e foi fazer outra faculdade. “Depois de me formar em direito, enquanto estudo para tirar a carteira da OAB e passar num concurso, meus pais continuam a me ajudar”, diz. Raquel pagou pelo carro próprio, mas confessa que lida bem com o dinheiro. “Não sei planejar. Ou seja, se tenho dinheiro, vou gastando. Não poupo, mas nunca fiquei no negativo. Sei que esse é um problema.”

Vanessa, a mais jovem da família, já se formou em direito. Ela advoga em causas modestas, por enquanto. Concluiu este ano uma pós-graduação em direito tributário e estuda para concurso. “Espero dar até mesada para os meus pais”, brinca Vanessa, muito mais controlada financeiramente que a irmã. Ambas, no entanto, sabem que dinheiro não vem de mão beijada e que é preciso muito esforço para conquistar um bom rendimento. Quando bate uma insegurança, lembram do conselho repetido pelos pais: “Não dêem um passo maior que a perna.”

Na sala de aula

Beatriz (sentada), Gabriela, Rafaela, Caio e Felipe: a turminha não deixa barato(foto: Carlos Vieira/Esp.CB/D.A.Press)
Beatriz (sentada), Gabriela, Rafaela, Caio e Felipe: a turminha não deixa barato (foto: Carlos Vieira/Esp.CB/D.A.Press)
Ganhar e gastar dinheiro faz parte do universo de gente grande. No entanto, o assunto já começa a ser experimentado entre os pequeninos. Enquanto Reino Unido, Coreia do Sul, Austrália, Estados Unidos e outros países adotaram aulas de educação financeira nas escolas, o Brasil dá seus primeiros passos. Em 2010, o Governo Federal instituiu a Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef), conjunto de ações destinadas ao público adulto e às escolas (do ensino infantil ao médio) para estimular o consumo responsável e conscientizar a população quanto a gastos e endividamentos. “Educação financeira tem a ver com comportamento: respeitar o dinheiro, definir sonhos e objetivos a curto, médio e longo prazo”, explica o educador financeiro Reinaldo Domingos, criador do instituto DSOP (Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar), organização dedicada à disseminação da educação financeira no Brasil e no mundo.

Adotado por diversas escolas brasileiras, o programa DSOP atende aos objetivos da Enef e às diretrizes do Ministério da Educação (MEC) para inclusão da educação financeira no currículo escolar da rede pública de ensino em todo país a partir de 2012. O conteúdo será abordado nas aulas de matemática, história, ciências sociais e até português. Não haverá uma disciplina específica para educação financeira. Nesse ano, Brasília aderiu à proposta. Duas escolas particulares — Madre Carmem Salles e Maria Imaculada Conceição — já capacitaram professores e incluíram material didático específico desde o início do ano letivo, em fevereiro.

Gabriela Donato de Sena, Rafaela Maciel, Felipe Guedes, Caio Ferreira e Beatriz Vitória Siqueira, todos alunos do 5º ano do colégio Madre Carmen Sallés, já sabem, aos 10 anos, que mais vale guardar as moedas e notas no cofrinho do que gastar tudo em uma coisa só. “Meu sonho é viajar para a Disney de novo. Sei que vai ser difícil chegar a esse ponto, mas pelo menos quero ajudar meus pais a juntar dinheiro”, revela Felipe. Já o sonho de Caio é investir em tecnologia. “Quero comprar um iPod Touch porque meu MP4 está velho. Vou juntar dinheiro para ter o que quero.”

Com o livro na carteira da sala de aula e o cofrinho ao lado, os alunos exibem suas economias. Principalmente as que tiveram na última aula, fora da escola. Três turmas do quinto ano saíram para fazer compras num supermercado ao lado do colégio e cumpriram tarefas para três disciplinas: matemática, português e ciências. As professoras Marilda Assumpção, Kelly Cristina e Rejane do Prado acompanharam os alunos e viram a desenvoltura deles na hora de escolher cada produto.

“Eles deveriam levar R$ 15 e comprar um produto biodegradável, um lanche junino, um produto geométrico, fazer de uma das embalagens um cofre e ainda voltar da tarefa sem gastar tudo. No fim, eles ficaram encantados ao ver que conseguiram poupar após pesquisar os preços”, conta a professora Marilda. Na sala de aula, tiveram que escrever uma redação com o título “Poupar é importante”. “A maioria economizou R$ 9 e se mostrou satisfeito em guardar o dinheiro para realizar um sonho”, enfatiza a professora Kelly.

Na sala de aula, todos levantam a mão e querem contar em voz alta como conseguiram economizar e o que vão fazer com as economias da escola e de casa. “Hoje, quando saio com meus pais, não compro nada porque quero poupar. De vez em quando, peço coisas que preciso, como gibis e o lanche da escola, mas não compro nada muito caro”, conta Gabriela. Beatriz também se orgulha de guardar a mesada que ganha da mãe e da avó em uma poupança que a família abriu para ela. “Coloco no banco porque um dia posso ter as coisas que quero”, diz.

Coordenadora pedagógica da escola no período matutino, Jacqueline de Mattos aposta nesse projeto piloto para educar crianças e adolescentes. Um total de 31 turmas do colégio Madre Carmen Sallés já adotou os livros didáticos. Bibliografia que aborda em fascículos, destinados a cada ano do ensino, a relação que podemos ter com o dinheiro. Tudo de forma lúdica. “Acreditamos que essas aulas possam colaborar com o desenvolvimento dos alunos e despertar neles o senso de poupar e a consciência do valor do dinheiro”, aposta a coordenadora.

Professora de matemática aposentada da escola, Teresinha Maria da Cruz Rocha é a educadora financeira por trás dessa revolução no colégio. “Trabalhei aqui, onde meus filhos estudaram e meus netos estudam. Quando entrei em contato com a escola para falar sobre o projeto, a diretora se interessou. A metodologia que trabalhamos no DSOP não é para ficar rico, mas para realizar sonhos e ter uma independência financeira quando adultos.” Somente assim, analisa Teresinha, o jovem que passou por uma educação financeira aprenderá a lidar com a mesada e entrará no mercado de trabalho mais consciente de como aplicar o primeiro salário.

Prata da casa
Em maio passado, o Centro de Ensino Fundamental Incra 8, na zona rural de Brazlândia, recebeu o prêmio de melhor desempenho do Distrito Federal no projeto Educação Financeira nas Escolas. No ranking nacional, a unidade conquistou o segundo lugar, superando 890 escolas espalhadas pelo país. O projeto faz parte da Estratégia Nacional de Educação Financeira, uma das últimas ações do governo Lula. “Soube administrar melhor o meu dinheiro. Como sou estagiária, pude ter noção do que fazer para economizar mais”, conta, orgulhosa, Ariá Uilla Dias, 17 anos, uma das alunas da turma-piloto. Como prêmio, cada estudante ganhará um aparelho de mp4 e a turma fará um passeio recreativo.

Quando a soma é dois

O exemplo de Sarah e Gustavo: é ela que põe os gastos na ponta do lápis (foto: Carlos Vieira/Esp.CB/D.A.Press)
O exemplo de Sarah e Gustavo: é ela que põe os gastos na ponta do lápis (foto: Carlos Vieira/Esp.CB/D.A.Press)
É mais fácil falar sobre sexo do que sobre dinheiro. Será? Segundo experiência clínica da psicóloga Valéria Meirelles, a resposta é “sim”. Para a maioria dos casais, esse assunto é delicado e envolve muita coragem e jogo de cintura para que nem ele nem ela sejam taxados de “interesseiros” ou “mesquinhos”. “As pessoas acham que se você falar sobre dinheiro estará colocando o casamento em risco. Mas o dinheiro faz parte do nosso dia a dia e o casal precisa combinar como agir com contas, lucros e economias”, explica a especialista. No caso da fisioterapeuta Sarah Reis, 28 anos, e do empresário Gustavo Reis, 28, o papo sobre dinheiro não foi procrastinado.

Enquanto ainda eram namorados e planejavam viver juntos, tomaram a decisão de levar a sério a organização financeira. Gustavo deixou a cargo da namorada o controle do caixa. “Eu estou no mais alto nível de desorganização financeira. No trabalho, essa parte fica aos cuidados do meu sócio e, em casa, da minha esposa.”

O casal fez um acordo que pode parecer arriscado: ele passou as senhas de banco para ela, assim Sarah sabe quanto e quando ele recebe, tira tudo da conta do marido e soma o salário dele com o dela (às vezes maior que o dele) para pagar as despesas fixas da casa. Para curtir o fim de semana, ou até mesmo comprar um cafezinho na esquina, tanto Gustavo quanto Sarah ganham uma espécie de “semanada”.

Sarah é muito controlada com o dinheiro desde a infância, quando o pai dava a ela uma quantia para o lanchinho da escola. “Minha questão sempre foi guardar dinheiro. Nunca fiquei no negativo”, conta. Graças à poupança iniciada na época de namoro, eles conseguiram mobiliar todo o apartamento à vista. “E com desconto”, enfatiza a fisioterapeuta, que não se importa em acumular responsabilidades. Pelo contrário, ela gosta de finanças e, mais ainda, dos resultados: contas em dia, poupança idem, extras no caixa de cada um e nenhuma briga sobre o assunto ao longo de quatro anos de relacionamento. “Estamos começando a vida a dois e queremos ter muitas coisas no futuro”, planeja a fisioterapeuta.

  • Tags
  • #
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade