Assim como os seres humanos, os animais precisam estar seguros durante os passeios de carro, seja para o petshop, seja em viagens mais longas. Adotar medidas de segurança pode evitar acidentes de trânsito e salvar a vida dos nossos amigos.
Segundo o gerente de fiscalização de trânsito do Detran-DF, Marcelo Madeira, no Código de Trânsito Brasileiro não existe nenhuma orientação sobre a maneira correta de transportar animais de estimação em automóveis. No código, constam apenas dois artigos referentes a infrações consequentes do transporte inadequado: à esquerda ou entre os braços e as pernas do motorista; condução de animais nas partes externas do veículo (veja quadro).
De acordo com Madeira, duas situações são mais comuns do que se imagina: animais pularem de veículo parados nos sinal ou em estacionamentos, e cachorros de grande porte, na caçamba de caminhonetes ou com a cabeça para fora do carro, morderem motociclistas. ;A maneira ideal de transportar os animais de estimação é com uma coleira peitoral presa ao engate de segurança do cinto ou em caixas de transporte. Os donos nunca devem deixar o animal solto;, explica Marcelo Madeira.
Providenciar tais itens de segurança pode evitar acidentes como o ocorrido em 20 de setembro passado, quando uma criança de 9 anos foi atropelada na porta da escola em Samambaia. O condutor do veículo perdeu o controle do carro quando o animal de estimação pulou do banco de trás para o painel.
A veterinária Susana Tavares Silva explica que a coleira peitoral, adaptada ao tamanho e ao peso do animal, previne lesões em caso de acidentes. ;Em colisões ou mesmo em freadas mais bruscas, o animal preso de maneira errada, com uma coleira presa ao pescoço, por exemplo, pode sofrer fraturas na região cervical.; Para os gatos, ela recomenda as caixas ou bolsas de transporte, que são à prova de fuga e dão ao animal uma sensação de proteção.
Às vezes, os cães ficam inquietos durante passeios de carro. Choram, latem e tentam, de qualquer jeito, botar a cabeça para fora do carro. O adestrador Luciano Robson Pereira conta que o grau de agitação depende da raça, mas está mais associado à maneira como os donos manejam os bichos. De acordo com ele, quando o dono se vira para trás e dá uma bronca ou passa a mão no cachorro, ele entende como um momento de atenção e continua com o comportamento elétrico. ;Eles somente associam a linguagem falada a um trauma. Falar ;não; e borrifar a água logo em seguida funciona melhor do que só a bronca. Ter um borrifador de água no carro pode ajudar a resolver o problema;, ensina.
O que diz o Código de Trânsito Brasileiro:
Constitui infração de trânsito, sendo o infrator sujeito às penalidades e medidas administrativas indicadas em cada artigo:
Art. 252. Dirigir o veículo:
II ; transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas;
Art. 235. Conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados:
Infração ; grave;
Penalidade ; multa;
Medida administrativa ; retenção do veículo para transbordo.
Fonte: Código de Trânsito Brasileiro
Dicas
- Usar uma coleira peitoral com correia adaptadora ao engate de segurança do cinto;
- Transportar o animal em caixas e bolsas com ventilação;
- Em viagens longas, parar a cada duas horas para que o animal faça as necessidades e caminhe um pouco;
- Evitar alimentar o animal pouco antes do transporte para evitar enjoos;
- Carregar um pequeno borrifador de água para disciplinar o cachorro durante o transporte.

Agradecimentos: Armazém Rural