As Artes Marciais Mistas, mais conhecidas como MMA, caíram no gosto dos brasileiros. A modalidade mistura boxe, jiu-jítsu, caratê, judô, muay thai, wrestling e envolve muita pancadaria dentro do ringue chamado de octógono. Apesar de algumas pessoas conhecerem o MMA como luta livre, ele não pode ser chamado assim. Nas Artes Marciais Mistas, há muitas regras que garantem o andamento da luta, e a técnica se mostra sempre presente.
Graças ao sucesso dos lutadores brasileiros, a modalidade vem se tornando cada vez mais popular. ;O MMA é um esporte brasileiro, foi aqui que aconteceram as primeiras lutas. Além de representar bem o espírito de guerra que o Brasil carrega;, afirma o professor Ian Ludgero. Como é um esporte que pode machucar, as academias deram um jeito de torná-lo acessível àqueles que querem se aventurar no octógono. O MMA nas academias tem bem menos contato que o profissional ; os golpes apenas tocam o adversário ou são desferidos em um saco de pancadas.
Para evitar lesões, os alunos devem imobilizar os pulsos com uma faixa especial e usar luvas acolchoadas sem os dedos e, assim, diminuir o impacto. ;O MMA como modalidade fitness reduz muito as chances de lesão por evitar justamente o contato corpo a corpo, mas qualquer pratica mal orientada pode ocasionar lesões. E, como luta, o MMA não é exceção;, afirma Ian. O recomendado é procurar uma academia que tenha profissionais preparados para a modalidade. Durante a aula, eles orientam os movimentos com cuidado para que os alunos não se machuquem nem prejudiquem os adversários.
O MMA trabalha compensando a área do corpo que uma arte marcial sozinha não consegue trabalhar. ;O muay thai, por exemplo, usa muito as pernas, enquanto o boxe trabalha os braços. Juntando as modalidades, é possível trabalhar o corpo inteiro de uma só vez;, exemplifica o professor Vanderlei Camilo. Nas academias, o foco não é se preparar para um combate, mas o treino é bem parecido. ;O objetivo da aula é a saúde. Os exercícios que são praticados repetidamente buscam, ao máximo, reproduzir a movimentação que ocorre realmente nas lutas;, explica o professor Ian.
Apesar de os homens dominarem o octógono profissional, nas academias as aulas são recheadas de meninas ; até mesmo em turmas mistas. ;Prefiro treinar com os homens. Os golpes são mais firmes, mais certinhos. Não tem problema nenhum, eles respeitam bastante e não usam a força;, conta a analista de recursos humanos Jaqueline Carraca, 24 anos. Para as mais tímidas, em aulas predominadas por homens, o saco de pancadas vira o oponente das mulheres que não querem contato.
A aula é dinâmica e o gasto calórico, muito alto. Segundo o professor Vanderlei, a perda de peso bruto durante um treino de MMA pode chegar aos 2,5kg. ;Bebendo água e se recuperando após o treino, é normal repor um pouco de peso ; a perda líquida gira em torno dos 500g por aula;, explica. E como há muito movimento durante a aula, as mudanças no corpo são visíveis mesmo com pouco tempo de prática. ;Faço as aulas há um mês e, além de ter perdido peso, sinto meus músculos mais firmes;, garante a estudante Ana Luiza Ribeiro, 21 anos. ;Emagreci, tonifiquei o corpo e o MMA está me ajudando a desestressar. A gente não fica parado um minuto, é superdinâmico;, afirma Jaqueline Carraca. Os benefícios vão mesmo além da redução de medidas: a atividade alivia o estresse e as alunas se sentem mais seguras para se defender de qualquer situação.
Agradecimentos: Clube Coat e Vip Training
A íntegra desta reportagem você lê na edição n;360 da Revista do Correio