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Estado de Minas BICHOS

Terceira idade animal

Hoje, com o avanço da medicina veterinária, alguns animais gozam uma velhice longa e com qualidade de vida


postado em 27/05/2012 08:00 / atualizado em 25/05/2012 14:09

(foto: Janine Moraes/CB/D.A Press)
(foto: Janine Moraes/CB/D.A Press)
Em geral, depois dos 7 anos, a pelagem se torna acinzentada, os olhos ganham um tom opaco e aquela disposição para brincadeiras e passeios dá lugar a hábitos tranquilos. É assim a chegada da velhice para a maioria dos animais. É nesse momento que o amigo felpudo precisa de mais atenção, o que deve ser encarado sem apreensão. “No caso do homem, a velhice não é sinônimo de sofrimento, apenas uma fase que requer mais cuidados. Não existem dados que comprovem as consequências da velhice em determinadas raças. Entretanto, essa fase se inicia mais cedo em raças de maior porte, como pastor alemão, dog alemão, labrador e husky siberiano”, explica Sabrina Costa, professora e médica veterinária.

Os bichinhos idosos costumam ficar mais dorminhocos, mas isso não é uma regra. O labrador Athos, por exemplo, tem 12 anos, mas seu fôlego é de filhote. “Athos parece que tem quatro anos. A vida dele é normal, não tem nada de diferente. Se aparece alguma fêmea, por exemplo, até hoje ele quer cruzar”, conta o dono, o empresário Marcos Maron. “Não vejo diferença de disposição. As outras pessoas também não: brincam com ele normalmente, sem perceber que ele é mais velho”, garante.

Genética, alimentação e higiene contribuíram para a vida longeva do labrador. Mas os avanços recentes da veterinária também fazem diferença. “Atualmente, existem exames que permitem o diagnóstico precoce de certas doenças. Além disso, modalidades terapêuticas como quimioterapia, radioterapia, acupuntura e fisioterapia estão disponíveis em clínicas veterinárias”, destaca Sabrina Costa.

Outro pet que esbanja energia é a gata Penélope, 12 anos. A felina tinha vários motivos para não chegar à fase adulta. A publicitária Ana Luiza Narti, 29 anos, conta que encontrou Penélope dentro de um ônibus. Pequena e esquia, a gata parecia ter sido abandonada logo depois de nascer. “Achei que ela ia morrer, porque estava muito fraca”, lembra. Ela sobreviveu e surpreendeu a dona. “Ela era feia, mas se tornou uma gata linda”, empolga-se. A gata, desde então, tornou-se companheira da dona “Quando eu estou triste, ela fica do meu lado. Está sempre por perto”, derrete-se.

As características da velhice entre cães e gatos não são muito distintas. Os cães costumam ficar com a pelagem mais branca, já os gatos podem mudar de cor — não necessariamente para tons acizentados. “A Penélope tinha o pelo longo e preto. Com o passar do tempo, ela ganhou uma cor marron”, conta a publicitária. Algumas doenças são mais comuns nessa fase da vida. “No caso dos felinos, a catarata, a artrose e a insuficiência renal. É importante fazer um check-up para identificar os problemas logo no início”, explica Carmen Pinto, médica veterinária. No caso da insuficiência renal, os donos de bichanos devem ficar atentos à frequência com o bichano bebe água e urina — e também observar mudança de odor nos excrementos.

É comum a personalidade do animal se modificar com o tempo. Segundo Carmen Pinto, os gatos podem desenvolver aversão maior ao novo. “Os felinos podem ficar estressados na presença de uma criança nova, ou de mudanças muito radicais na rotina da casa. Os sintomas desse estresse são vômito, diarreia e falta de apetite. Quando são mais novos, logo se recuperam. Os velhinhos, não”, afirma. A gata Penélope é o oposto desse comportamento: ela se tornou menos arisca com as pessoas. “Antes rosnava, ficava brava na presença de pessoas estranhas. Agora, ela até faz graça com os vizinhos”, conta.

Agradecimentos:
A casa do Gato
Clínica Veterinária Pedigree

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