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Estado de Minas BICHOS

Ossos do ofício

Veterinários e funcionários de pet shop estão sempre sujeitos a um acidente de trabalho, ou seja, um arranhão, uma mordida...


postado em 22/07/2012 08:00 / atualizado em 19/07/2012 17:25

Quem lida profissionalmente com animais deve adotar alguns cuidados. Se o bicho estiver agressivo ou estressado, certos itens de segurança ajudam. Para os cães, por exemplo, há fucinheiras. Para os gatos, bolsas que permitem imobilizá-los sem desconforto. É responsabilidade do dono avisar sobre o temperamento do pet. Já do profissional, espera-se que ele transmita segurança — um mascote acuado ataca por instinto. “Não dá para chegar brincando com os cachorros. Tem que ir aos poucos, conversar um pouco com o dono antes”, ensina Tiago Severo, veterinário que faz atendimentos domiciliares. Essa é uma das circunstâncias mais delicadas, já que o bicho está em seu território.

Acidentes ocorrem com os melhores especialistas. No mês passado, o veterinário Paulo César Tannus precisou passar por uma cirurgia de emergência. O incidente ocorreu durante a consulta de um chow-chow com fama de brigão. Em um dado momento, o cão se livrou da fucinheira. Tannus e a proprietária do bicho avaliaram que não era necessário recolocar a proteção pois a consulta já havia acabado. O cão, porém, ficou indócil quando a dona se afastou para acertar o pagamento. Resultado: o veterinário foi mordido na perna e no antebraço. “Na hora, com a adrenalina, nem doeu, mas depois, doía da mão ao ombro”, relata. Um dos músculos do braço dele foi dilacerado e outro descolou do tendão. Ele admite o erro: “Confiei demais e me descuidei”.

 

Leia a íntegra da matéria na edição impressa n°375

 



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