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Estado de Minas CASA

Poucas paredes, vários cômodos

A divisão de ambientes sem paredes é um desafio para arquitetos e decoradores, mas a economia de espaço justifica o projeto


postado em 12/08/2012 08:00 / atualizado em 10/08/2012 19:02

Em uma cidade com mais de um milhão de solteiros (de acordo com o IBGE-2011), sobram quitinetes, lofts e apartamentos pequenos — muitos deles com ambientes integrados, sem divisórias. Pessoas com dinheiro e vontade de sair da casa dos pais ou aqueles que vêm de fora da cidade se tornaram um público preferencial do mercado imobiliário. Nesse contexto, a otimização do espaço é essencial. E uma forma inteligente de aproveitamento é a economia de paredes.

Há vantagens adicionais nessa opção. O grande espaço livre promove elegância. A livre circulação entre os cômodos cria um ambiente arejado, proporciona um maior aproveitamento da iluminação e permite que se brinque com luzes e luminárias. A arquiteta May Moura ressalta também que nem sempre essas qualidades convencem o proprietário. “Tem gente que tem pavor de ficar vendo a cozinha, por exemplo.”

De fato, com tudo aberto e à vista, os cômodos da casa devem estar sempre limpos e organizados. Por causa disso, e pela reduzida privacidade, May acredita que a falta de paredes funciona melhor para solteiros, casais e famílias pequenas ou muito metódicas. Delimitar bem cada ambiente da casa pode ser um desafio — é preciso tomar cuidado para que tudo não se torne uma só coisa. Há diversas formas de dividir ambientes sem levantar paredes. Algumas mais tradicionais, outras mais modernas. Dá para escolher a que combina mais com cada estilo e bolso.

De acordo com a arquiteta e designer de interiores Magali Paranhos, a forma mais comum é delimitar um cômodo por meio de móveis, um sofá, uma estante ou um aparador. A vantagem, nesse caso, é que é possível mudar a disposição de cada coisa sempre que for conveniente. O artifício é bom para aqueles que enjoam facilmente das coisas. No caso das estantes, é ideal que elas tenham espaços vazados, permitindo, assim, que se veja o outro lado, mas preservando certa privacidade. “Assim, ao abrir a porta, a pessoa não se depara com a casa inteira”, explica May Moura.

Pode-se usar também tapetes, cujo tamanho deve ser muito bem pensado. Eles devem permitir que os moradores se movam no ambiente sem sair do espaço que ele cobre. Por exemplo, em uma sala de jantar, o tapete deve ser grande o suficiente para que as cadeiras possam ser afastadas da mesa e continuem no tapete. Da mesma forma, pode-se fazer um piso diferente em um cômodo, o que exige um pouco mais de investimento.

Biombos são soluções relativamente baratas, mas devem ser usados com cuidado. São uma espécie de parede móvel, ótimos para esconder bagunças, defeitos ou, simplesmente, dar privacidade ou estilo a uma parte da casa. Sem paredes, não há o que pintar e revestir com papel. Para quem gosta de pontos de cor, dá para escolher biombos coloridos e desenhados. Com mais dinheiro, é possível criar pequenas paredes de MDF, fibras de madeira usadas também em móveis, e revesti-las de acordo com seu gosto. As ideias não param por aí: portas de correr, cortinas e vidros também separam ambientes de forma um pouco mais óbvia, mas, ainda assim, elegante.

(foto: Haruo Mikami/Divulgação)
(foto: Haruo Mikami/Divulgação)

(foto: Triplex Arquitetura/Divulgação)
(foto: Triplex Arquitetura/Divulgação)

(foto: May Moura/Divulgação)
(foto: May Moura/Divulgação)

(foto: G2 Arquitetura e Design/Divulgação)
(foto: G2 Arquitetura e Design/Divulgação)

(foto: Francisco Cálio/Divulgação)
(foto: Francisco Cálio/Divulgação)
 

Agradecimentos: Etna e Arqinter

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