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Estado de Minas PHOTO & GRAFIA

Geleia geral aos pés da Torre


postado em 11/11/2012 08:00 / atualizado em 08/11/2012 18:57

A Feira andou, desceu da Torre, está mais organizada e ganhou uma praça. Tem muito mais barracas e tem até mapa. Entrando pelo lado sul, em frente aos hotéis, dá para ver a banca do Motha e seus longos dreadlocks — são 33 anos com a banca de roupas, o que faz do reggaeiro um dos símbolos da Feira. Outro ícone do lugar são as flores do cerrado, trabalhadas a cada dia em novos arranjos.

Bem no meio da Feira fica o mestre Angolá, outra figura. Atende os clientes entre centenas de instrumentos musicais criados por ele. Na entrada da Funarte, bem no começo da praça, está a barraca da dona Esmelinda, que faz lindos e originais santos da folha de Buriti e cestinhas de galinha.

Do lado dos móveis, as cadeiras forradas de chita se destacam. Um pouco adiante, uma surpresa: o "camarim" da Maria Berenice, conhecida pela venda em micro-ônibus, agora está em uma barraca muito simpática. Andando um pouco mais, encontramos o Tião Piauí com seus trançados em taboa, carnaúba e palha da costa. Fora da Feira, o Lindomar continua a estacionar sua caminhonete e vender suas joias de prata — depois de tantos anos, ele ainda não conseguiu uma barraca. O bom de feira é se perder e se achar na cultura popular!

(foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
(foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)

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