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Meu velho amigo

A longevidade também chegou ao reino animal e a geriatria já é uma especialidade da medicina veterinária. Com boa alimentação e checapes frequentes, é possível garantir qualidade de vida na velhice dos cães

Os cães estão vivendo mais. A impressão é comprovada na prática pela médica veterinária. "Na observação diária dos pacientes, é possível constatar que eles estão vivendo mais e melhor", afirma a veterinária Alexandra Greuel. O envelhecimento é um processo natural e inevitável. Antigamente, os cães envelheciam com pouca qualidade de vida. Para a médica, encontrar um cachorro com idade superior aos 7 anos era difícil. "Um cão com essa idade era idoso e se falava: ;Nossa, esse viveu muito;. Hoje em dia, vemos poodles com mais de 15 anos e é normal", destaca.

Para cuidar dos cães que chegam à terceira idade já existe a geriatria animal. Essa especialidade é voltada a dar condições para que os cachorros idosos vivam mais e melhor durante o maior tempo possível, prevenindo de doenças comuns ao envelhecimento, como o câncer. Em Brasília, porém, a especialidade de geriatria não é tão difundida por falta de demanda, de acordo com Alexandra. "Eu acredito que aqui ainda não há um consentimento de que é necessário fazer acompanhamento veterinário, os checapes anuais", ressalta. A médica veterinária trabalha quase exclusivamente com cães idosos e acredita que a geriatria animal é um diferencial que ajuda a dar qualidade de vida ao cachorro.

Cuidar da alimentação, proporcionar atividade física e fazer exames preventivos são alguns dos cuidados que impactam na longevidade dos cães. Segundo Alexandra, as consultas ao veterinário devem ser anuais, caso o cachorro não tenha alguma doença crônica. Quando os cães estão mais velhos, o acompanhamento passa a ser a cada seis meses.

A prevenção de doenças é uma preocupação constante para Victor Azevedo. Com três cachorros idosos, Victor os leva sempre ao veterinário. A cadelinha Kika, de 15 anos, é a mais velha. A cocker spaniel está com um câncer e a descoberta só foi possível graças ao acompanhamento constante. "Levamos ao veterinário, que já cuidava de cães idosos, e ele foi o primeiro a perceber que poderia ser algo mais grave, como o câncer", relata. Ciente da importância dos cuidados intensos nessa fase, a família de Victor teve que se adaptar às mudanças. "Minha família e eu mudamos nossa rotina para ficar com a Kika, ela agora merece toda a atenção possível, afinal, ela faz parte da família", ressalta.

Leia a reportagem completa na edição n; 422 da Revista do Correio.