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Estado de Minas BICHOS

Livres de doenças

Passada a campanha de vacinação contra raiva, a única subsidiada pela rede pública, os donos devem ficar atentos a outras imunizações importantes para os filhotes


postado em 22/09/2013 08:00 / atualizado em 20/09/2013 11:37

(foto: Janine Moraes/CB/D.A.Press)
(foto: Janine Moraes/CB/D.A.Press)
Quase todo mundo gosta de ter um filhotinho de cachorro em casa. Eles são pequenos, gordinhos, desajeitados, lindos e sapecas. Porém, apesar da grande popularidade, eles exigem cuidados específicos, que terão impacto durante toda a vida do pet. O mais importante deles, sem dúvida, é a vacinação.

Segundo o médico veterinário Pércio Montebello, a legislação brasileira só prevê uma vacina obrigatória a todos os mamíferos, a antirrábica, normalmente oferecida pelos órgãos de saúde pública. Apesar disso, há uma série de outras imunizações importantes para o crescimento saudável do cão. "Infelizmente, a legislação brasileira deixa a desejar nesse sentido. Cada lugar tem particularidades que trazem necessidades diferentes, de vacinas diferentes." Pércio destaca as vacinas contra tosse canídea e contra leishmaniose. "Especificamente em Brasília, por exemplo, a leishmaniose passou a ser um problema real, a vacina se tornou quase obrigatória", explica o veterinário.

Além dos medicamentos já citados, Pércio salienta a importância da vacina múltipla, que, dependendo do fabricante, pode imunizar os cachorros contra até 10 tipos de doenças de uma vez só, como é o caso das vacinas chamadas "V-10". "Para o cachorro, é a imunização mais importante da vida dele, e deve ser administrada com extremo zelo, uma vez que a droga deve ser aplicada quatro vezes no primeiro ano de vida."

Um dos medicamentos disponíveis no mercado brasileiro, que promete imunizar contra 10 doenças, é o Duramune, vacina que foi relançada em agosto. Segundo informações do fabricante, o produto age preventivamente contra cinomose, hepatite, adenovírus tipo 2, parainfluenza, parvovirose, coronavirose, leptospirose, entre outras doenças. Além disso, a nova versão do medicamento, produzida com uma tecnologia que o torna mais puro, diminuiria as reações adversas à vacina, como coceiras, nódulos ou incômodos no local da picada.

Para a estudante Maria Eduarda Flora, que acabou de ganhar uma nova companheira, a shih-tzu Vick, fazer a vacinação nos filhotes é imprescindível para a família com a qual ele conviverá pelo resto da vida. "Vacinar corretamente seu cachorro significa ter sua família protegida de doenças. Quando seu cachorrinho fica doente, toda a família fica triste, além de realmente poder pegar a doença", diz ela.

Segundo Pércio, o cronograma de vacinas e outras medidas preventivas acabam variando de acordo com a indicação do veterinário, já que não existe previsão legal de medicamentos para cães. "Eu, por exemplo, gosto de dar um vermífugo junto a cada vacina. Não é todo mundo que faz isso", conta.

Leia na edição impressa a íntegra da matéria e o cronograma de vacinas

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