Publicidade

Estado de Minas BICHOS

Os efeitos da castração canina

O procedimento é corriqueiro em consultórios veterinários, mas pode desencadear importantes mudanças no comportamentodo pet. Entenda


postado em 22/12/2013 08:00 / atualizado em 20/12/2013 18:47

(foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
(foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)


Castrar seu cãozinho macho é uma opção que deve ser considerada por todos aqueles que moram em apartamento ou têm outros animais em casa. A castração diminui os níveis hormonais do bicho, o que teoricamente também reduz seus instintos de marcação de território e a probabilidade de confrontos com outros cachorros. Em contrapartida, o procedimento tende a contribuir para a obesidade, a letargia e o envelhecimento precoce da mascote.

Segundo a veterinária Tatiana Andrade, além de ser uma operação muito segura, a castração dos cães traz muitos benefícios — e os malefícios são geralmente fáceis de contornar. “Trata-se de um procedimento amplamente indicado caso o criador não tenha intenções reprodutivas. Dependendo da idade em que é feito, facilita muito o trato diário e até um possível adestramento do animal”, diz ela. E completa: “Em relação aos malefícios, não é difícil neutralizá-los. De fato, muitos cães castrados precisam de mais exercício que os outros. Algumas vezes, a dieta deve ser adaptada a eles, mas não significa muito trabalho adicional ao dono. Compensa, e muito, pelos benefícios”, enfatiza a especialista.

De acordo com o veterinário Luciano Campos, o procedimento é dos mais comuns realizados hoje em dia em pequenos animais. “Depois de a anestesia ser aplicada, é realizada a assepsia do local da incisão. Com o local limpo, a incisão é feita um pouco acima do escroto. Os testículos são então localizados e retirados. Logo após, veias e artérias são checadas à procura de possíveis sangramentos. Depois, a incisão é suturada e limpa. O procedimento inteiro dura cerca de uma hora”, diz Luciano.

Para Tatiana Andrade, a castração deve inclusive ser feita antes de o animal atingir a vida adulta. “Quando o procedimento é realizado antes da maturidade sexual, há menos chances de desenvolver comportamentos ‘territorialistas’, como urinar para demarcar território, fazer buracos no gramado ou até brigar com outros cães”, diz Tatiana.
Nietzsche, o schnauzer do estudante Artur Mazzoleni, 25 anos, foi castrado logo cedo, aos 6 meses, por indicação veterinária. “Logo que ele veio para casa, o levamos ao veterinário e ele já marcou a cirurgia para 3 meses depois. Segundo a orientação do médico, seria mais fácil eliminar os costumes incômodos de macho sexualmente ativo se o procedimento fosse feito com o cão ainda jovem”, diz Artur. E completa: “Acabou dando muito certo. O Nietzsche é um cão extremamente educado, não nos dá trabalho nem em casa nem quando descemos com ele. Sempre foi muito calmo e não é de latir muito também”, conta o estudante.

Luciano Campos acredita que a castração pode ser muito positiva tanto para o animal quanto para a família, mas deve ser pensada com muita cautela e responsabilidade. “Por ser um procedimento definitivo, os donos do pet devem ter bastante certeza de que não têm interesse na reprodução. Há casos em que o animal castrado acaba ganhando uma companheira canina em casa, e os donos vêm me procurar para reverter a cirurgia. É impossível”, diz Luciano.

Leia a reportagem completa na edição nº 449 da Revista do Correio.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade