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Estado de Minas PHOTO & GRAFIA

A velha ferrovia


postado em 21/09/2014 08:00 / atualizado em 18/09/2014 19:54

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press)

O trem que outrora trazia pessoas de todas as partes do país para participar da construção da nova capital, atualmente, só transporta carga. O que sobrou dessa história foi a esquecida estação Bernardo Sayão. Inaugurada em 1968 e localizada entre o Guará II e o Núcleo Bandeirante, o terminal sofre hoje com o descaso. A última viagem com passageiros foi em 1990. E lá se vão 24 anos. Na plataforma onde antes circulavam pessoas, o que se vê são carros estacionados, e a pequena edificação virou outdoor. É o retrato do abandono de uma história.

Atualmente, existem 42,6km de malha ferroviária por todo o Distrito Federal, em que se observa a movimentação dos trens de carga que cortam as cidades. As linhas se juntam às ruas pavimentadas e ao trânsito de veículos, nas quais é possível ver pessoas caminhando sobre os trilhos, crianças brincando próximo ao trem e trabalhadores que suam a camisa para manter as linhas ferroviárias em condições de tráfego. A promessa de revitalização existe, mas ainda não saiu do papel.

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press)

Enquanto isso, quem quiser matar a saudade e conhecer um trem a vapor — ou uma Maria Fumaça, como é conhecido popularmente — a dica é ir à QL 23 do Lago Sul. No local, há uma máquina e um vagão que foram restaurados. É uma ótima opção para tirar boas fotos e publicar nas redes sociais.

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