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Estado de Minas PHOTO & GRAFIA

Mundo animal


postado em 28/09/2014 08:00 / atualizado em 26/09/2014 18:45

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Conheça o Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres), um órgão do governo federal, da competência do Ibama, e que está presente em todo o território nacional. Em Brasília, localiza-se na Flona (Floresta Nacional), próximo a Taguatinga. O espaço recebe, principalmente, animais da fauna brasileira e tem como função fundamental abrigar, tratar e reabilitar as espécies que chegam ao local para, depois, encaminhá-las a um destino final.

A entrada dos animais ocorre de três maneiras: apreensão, resgate e entrega espontânea ou voluntária. Infelizmente, a maioria é por apreensão, principalmente de aves vítimas de tráfico, seguida por resgate de animais que fogem do habitat natural. Devido à invasão do homem em seu território, eles acabam se refugiando nas cidades à procura de abrigo e alimentos. Não podemos esquecer as queimadas, que é outra causa muito comum.

O Cetas tem um acordo de cooperação técnica com o Hospital Veterinário da UnB, que disponibiliza médicos veterinários residentes para auxiliar na triagem das espécies, fazer a identificação, a avaliação, os exames sanguíneo e bacteriológico e, se necessário, o atendimento de primeiros socorros.
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Após as primeiras avaliações, o animal é encaminhado para a quarentena. Depois desse período, se ele estiver em boas condições, será reinserido ao seu habitat o mais rápido possível, pois, quanto menos contato com o homem, melhor. No entanto, para a soltura, há um estudo minucioso do local na qual será feita a reintrodução dele à natureza.

Infelizmente, aqueles que não podem ser soltos serão entregues aos zoológicos, mantenedores de fauna e criadores autorizados — ressaltando que todos os animais entregues a esses parceiros estarão sob a tutela do Ibama.

Atualmente encontramos vários animais no Cetas-DF. São eles: entre os répteis, uma sucuri de mais ou menos 6m de comprimento; entre as aves, araras-canindés, papagaios, jandaias-verdadeiras, gaviões-carijós, xexéu, gralha do campo, canários e outros; entre os mamíferos, lobo-guará, tamanduá-mirim, ouriço-cacheiro, saruês e, em especial, uma quati chamada de Nina, já domesticada e muito dócil, resgatada de uma família no Entorno de Brasília. Infelizmente, esse animal não poderá voltar à natureza. É bom lembrar que, conforme a legislação em vigor, o tráfico de animais silvestres é crime ambiental e, de acordo com a Lei de Crimes Ambientais, quem tem um animal silvestre brasileiro em casa está sujeito a prisão de seis meses a um ano, além de multa.

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