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Estado de Minas ESPECIAL

Singelo e feito de coração

No quarto episódio da série, conhecemos as bonecas de Hilda, donas de uma pureza sem comparação


postado em 13/09/2015 08:00 / atualizado em 11/09/2015 18:15


(foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
(foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)

O café coado no pano fumegava sobre a mesa e nossa anfitriã, Edelvais Jeker, ia desfiando história. Ora encompridava, ora recolhia, qual carretel. Uma hora, surgiu límpido o nome de Hilda. "Precisa ver a mão delicada dessa menina." E nos mostrou uma boneca de pano. Minutos depois, batemos à porta da artesã, que nos recebeu com sorriso tímido e esculturas risonhas.

(foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
(foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)

Pergunto à moça desde quando trabalha o barro e ela, com candura, diz que há pouco mais de um mês. Que não sabe técnica. Que fez o que fez para ter o que trocar na Feira do Troca (a próxima é em dezembro). Que as bonecas de pano eram só brincadeira mesmo. A modéstia não deu trégua durante a conversa.
(foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press/Larissa Leite/Divulgação)
(foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press/Larissa Leite/Divulgação)

Mas Hilda tem estrada como auxiliar de Fatinha (o leitor da Revista já a conhece) na artesania de fibra de milho e flores do cerrado. E a sogra dela, dona Durvalina, é poteira famosa na região. O sogro, seu Divino, é quem queima as peças no forno à lenha. Um processo que dura três dias e causa incredulidade tamanha a simplicidade das ferramentas. Edelvais estava certa: é mais um milagre de Olhos d’Água.

ASSISTA AO VÍDEO
No perfil da Revista no YouTube, Hilda molda um passarinho de barro em seu pequeno ateliê:
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Hilda da Costa Freire, 38 anos
Tipologia
Cerâmica
Localização
Olhos d'Água (GO)
Contato
(62) 3322-6148 ou 9606-0131

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