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Estado de Minas PHOTO & GRAFIA

Casa do cerratense


postado em 11/10/2015 08:00 / atualizado em 10/10/2015 00:22

(foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
(foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)

Compensações ambientais parecem muito subjetivas, mas tem um mês que está funcionando no Jardim Botânico o Cerratenses — Centro de Excelência do Cerrado, que integra iniciativas de instituições de pesquisa, organizações sociais e entidades governamentais e privadas. Foi construído com recursos da compensação do impacto dos Jardins Mangueiral.

(foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
(foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
Feito nos moldes da sustentabilidade, o prédio está na parte mais alta do parque, onde havia o mirante. Manteve o conceito de ser um lugar para se admirar a vegetação e ver a cidade a partir do cerrado. Mais do que contemplar, os idealizadores querem que nos sintamos em casa; afinal, somos todos cerratenses, como dizia o historiador e escritor Paulo Bertran, que produziu um vasto material sobre o bioma. O local, além de uma arquitetura agradável, tem galeria, um futuro café e é um memorial para os defensores da belezas nativas, como Bertran e Cora Coralina. Também é um ponto de partida para uma trilha de imersão na mata.

O local estreia com a exposição Refazendo os caminhos de Gardner. Trata-se de uma homenagem ao botânico inglês que, em viagem pelo Brasil entre 1836 e 1841, descreveu várias plantas e ajudou a denominar o cerrado. Ele dizia que a mangaba é a melhor fruta brasileira. E foi, por assim dizer, pioneiro na catalogação da caliandra, flor ícone do DF.

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