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Correio Braziliense CASA

Em projetos arquitetônicos, o "cinema em casa" ganha uma nova definição

Assistir a um bom filme no conforto do próprio sofá, com a qualidade de som e de imagem igual à de cinema, é desejo de muitos. Saiba como realizar esse sonho na sua sala


postado em 12/02/2017 08:00 / atualizado em 10/02/2017 17:38

Ter um cinema em casa é o sonho de muita gente. Assistir a um bom filme, com imagem perfeita, som ideal e uma grande tela, sem precisar sair de casa é possível — basta escolher bem os produtos e, talvez, fazer uma pequena obra. Para quem mora em apartamento, é importante tornar o cômodo à prova de som e, para isso, as paredes devem ser mais grossas do que o normal.
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O "Private Cinema" foi desenvolvido para atender à expansão da residência, que conta com piscina, sauna, área gourmet e uma academia. Todo o cuidado com a acústica do local foi levado em conta pela arquiteta Thatianna Nunes, assim como as cores utilizadas. Como a ideia inicial era ter um cinema de verdade em casa, foi escolhido um projetor e uma tela especial com duplo formato, exatamente como nas melhores salas comerciais do mundo. O áudio foi outra estrela do projeto e conta com caixas de som especiais para aumentar o envolvimento do espectador com as cenas (foto: Edgard Cesar/Divulgação)

Arthur Otávio Córdova, proprietário da Arte e Cinema, empresa especializada em automação residencial, explica que é preciso uma parede com, pelo menos, três camadas e isolamento acústico. “As paredes angulares também são interessantes, porque cada face (feitas de espuma e tecido) absorve os sons e as de madeira refletem as ondas sonoras. Outras devem ter um acabamento frisado para isolar as baixas frequências”, esclarece. Quanto ao som, a empresa responsável pelas caixas costuma dar o apoio necessário para uma instalação eficiente e pela acústica perfeita — algumas peças podem até ficar escondidas atrás do telão, por exemplo.    
 
A cobertura foi o local escolhido para assistir aos filmes e reunir a família nesse projeto da arquiteta Valéria Gontijo. Com a demanda de alta qualidade e poucos equipamentos à mostra, tudo ficou centralizado em um local dedicado a esconder as peças %u2014 atrás do painel de madeira. O que ficou aparente, como as caixas torre, tem design diferenciado e discreto, atendendo ao exigente gosto musical do proprietário. Além do home theater, o apartamento duplex tem som ambiente, controle de luz e de temperatura(foto: Edgard Cesar/Divulgação)
A cobertura foi o local escolhido para assistir aos filmes e reunir a família nesse projeto da arquiteta Valéria Gontijo. Com a demanda de alta qualidade e poucos equipamentos à mostra, tudo ficou centralizado em um local dedicado a esconder as peças %u2014 atrás do painel de madeira. O que ficou aparente, como as caixas torre, tem design diferenciado e discreto, atendendo ao exigente gosto musical do proprietário. Além do home theater, o apartamento duplex tem som ambiente, controle de luz e de temperatura (foto: Edgard Cesar/Divulgação)
 
Na decoração, a questão mais importante é a escolha do sofá. “Um ponto ao qual se deve prestar atenção é na questão do ajuste da cabeça. O pescoço deve ficar mais inclinado e bem apoiado. Os sofás mais profundos, que permitem que a pessoa estique as pernas e fique mais confortável, são interessantes”, explica a arquiteta Thatianna Nunes. Atentar-se à paleta de cores também é essencial. Os tons mais escuros, como preto, marrom e grafite são os mais usados para garantir que a sala fique com a luz correta para visualizar bem a projeção.

Outras boas dicas são usar painéis no teto para absorver ainda mais o som e brincar com a iluminação para criar uma atmosfera ideal. A imagem deve ser, obviamente, o ponto principal da sala, e é importante dar atenção aos detalhes. Algumas das empresas de automação trabalham com projetores e telas especiais, que suportam resoluções altas, comuns nas salas de cinema comerciais. Um bom software de filmes é essencial. “O Kaleidescape, por exemplo, é um dos sistemas mais comuns. É um programa mais sofisticado do que o Netflix e tem capacidade para projetar filmes com o máximo de qualidade possível”, explica Arthur.
 
O objetivo desse projeto era ter um cinema que oferecesse a mesma experiência, só que dentro de casa. A arquiteta Thatianna Nunes optou por cadeiras importadas reclináveis, independentes e elétricas para recriar o ambiente. A instalação das caixas contou com consultoria das empresas fabricantes para garantir o som ideal. Para não incomodar os vizinhos, o projeto conta com vidros laminados, painéis de absorção de áudio e uma porta com 25 centímetros de largura para reter o som(foto: Edgard Cesar/Divulgação)
O objetivo desse projeto era ter um cinema que oferecesse a mesma experiência, só que dentro de casa. A arquiteta Thatianna Nunes optou por cadeiras importadas reclináveis, independentes e elétricas para recriar o ambiente. A instalação das caixas contou com consultoria das empresas fabricantes para garantir o som ideal. Para não incomodar os vizinhos, o projeto conta com vidros laminados, painéis de absorção de áudio e uma porta com 25 centímetros de largura para reter o som (foto: Edgard Cesar/Divulgação)
 

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